.ღ Saudade lembrada, saudade sentida, saudade hoje e para o resto da vida...saudade eterna! ღ

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ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS! Abraços fraternos!

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As homenagens são publicadas conforme a disponibilidade de tempo. Se ela chegar sem foto e mensagem não poderei publicar. As homenagens são publicadas conforme a ordem de chegada no e-mail.

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O MEU CACHORRO ATRAVESSOU O ARCO-ÍRIS

(vale a pena reler!)



O MEU CACHORRO ATRAVESSOU O ARCO-ÍRIS
Era uma linda tarde de domingo!

Eu brincava de jogar disco para o meu cachorrinho Baiuki, ir pegá-lo, como fazíamos todo final de dia. Ele era muito querido pelos meus colegas que, de vez em quando, escondiam o disco para o desespero do bichinho.

Na minha rua existiam outros cachorros e alguns muito mal tratados pelos seus donos que os castigavam sempre que cometiam alguma travessura, coisas normais de cachorro, mas imperdoáveis aos olhos dos seus donos. Certa vez, um pastor alemão cavou o jardim de sua casa a procura de um osso que havia escondido e quando o seu dono chegou deu-lhe a maior surra.

Isto me entristecia, pois eu seria incapaz de bater no meu cachorro e, tirando um pitbull da casa amarela de minha rua, eu gostava de todos os demais. Este pitbull era muito bravo e treinado para ser assim pelo seu dono que ficava o dia todo fora e no final da tarde, principalmente aos sábados, fazia o cachorro pular e grudar com a boca num pneu amarrado a quase dois metros do chão. Ele ficava pendurado jogando a cabeça de um lado para outro querendo trucidar o pneu e se um gato, coitado, pulasse para o quintal deste vizinho, era morte na certa. Quando o dono passeava com ele em nossa rua, todos os demais vizinhos trancavam os seus cães em casa, pois este pitbull os mataria sem nenhuma pena. Nesse mesmo dia, quase ao anoitecer, por um descuido meu, o Baiuki sumiu e coloquei toda a rua a procura dele. Eu chorava desesperadamente imaginando onde ele poderia ter ido e como estaria sendo tratado por quem o tivesse encontrado, quando um amigo me perguntou:
-E se ele entrou na casa do pit bull?

- Meu Deus, isso não!

Corremos para lá, mas não vimos nem sinal do meu Baiuki.

Passaram-se dias e nunca mais tive notícias dele.

Meus pais quiseram me dar um novo cachorro, da mesma raça e cor, mas nenhum outro cachorro substituiria o meu Baiuki e tinha esperança de um dia ele voltar para mim, mas ao passar do tempo ia ficando mais difícil acreditar nisso.

Pedia a Deus todas as noites para que ele voltasse e a saudade me fez perder o apetite e por não comer fiquei muito debilitado, pegando uma virose muito forte que depois se transformou numa pneumonia e me deixou ardente em febre, para o desespero de meus pais que já estavam combinando com o médico a minha internação no hospital para o dia seguinte,

. Quando eu estava muito mal, ouvi um barulho debaixo de minha cama, como se o Baiuki estivesse cavando, o que ele fazia sempre quando queria deitar-se no chão, simulava que estava cavando até sentir que seu “ninho” estivesse apropriado e se enrolava todo, colocando o seu rabo por cima de sua cabeça, como se estivesse cobrindo os seus olhos. Pulei da cama feliz da vida e olhei debaixo e nada, mas o barulho continuava e parecia que vinha do outro lado da parede. Entrei para debaixo da cama e coloquei meu ouvido na parede, chamando pelo seu nome e, de repente, percebi um pequeno furo por onde consegui ver o meu cãozinho. Chamei por ele, mas ele não me atendia e, não sei explicar como, senti que eu podia passar pelo pequeno furo e alcançá-lo, o que aconteceu sem maior esforço. Quando estava do outro lado, ouvi o latido de muitos outros cachorros, só que agora eu entendia tudo o que eles falavam e quando fui chamar pelo Baiuki saiu de minha boca apenas latidos, nada de palavras.

Ele correu em minha direção e outros cães também vieram e fizeram uma roda à minha volta e, vendo que eu falava a língua deles, com seus rabinhos balançando começaram a me perguntar um monte de coisas.

-O que quer dizer “senta”, perguntou-me uma poodle com lacinho vermelho no pescoço.

- Significa isso, olha, e me sentei

- Nossa! Tão simples e eu nunca acertei!

- O que significa calar a boca, perguntou-me um vira-lata já velho que havia morado há muito tempo em minha rua.

- É para ficar calado, respondi latindo.

- Mas por que nos manda ficar quieto se estamos só fazendo nosso trabalho?

- É que às vezes vocês exageram.

- Acho que vocês não ouvem muito bem e pensam que estamos latindo, só por latir.

- Acredito que seja isso mesmo. A audição de vocês, assim como o olfato é muito melhor do que o nosso.

- O que significa “coisinha linda”?

Perguntou-me uma cachorrinha, com os pelos bem cuidados que parecida mais um cachorrinho de pelúcia. Era do tipo que as mulheres levam no colo para onde quer que vão.

- É uma forma carinhosa de expressar amor. Respondi.

- Eu era mesmo muito amada e sinto saudades da minha dona!

- Deveria ser mesmo, pois você tem os pelos muito bem cuidados. Completei.

- E o que significa “pega e mata”?

Perguntou-me um pit bull, parecido com aquele que eu tinha tanto medo.

Eu tremi e respondi que isto era muito feio e que cachorro não foi feito para matar, mas para nos alegrar e nos proteger, mas nunca para matar alguém.

Ele assustado, disse-nos que jamais quisera fazer mal, mas seu dono o ensinava apenas a atacar e batia muito nele quando ele não obedecia tornando-o muito feroz só para agradá-lo, mas no fundo o que ele desejava era ter tido muitos amigos para brincar, pois a única brincadeira que ele tinha era com o seu velho pneu e se ele deixasse vivo qualquer animal que entrasse em seu quintal o seu dono o trocaria por outro e ninguém iria adotá-lo. Parecia que ele estava falando do cachorro da casa amarela, mas não era ele.

-Como eu sobreviveria sem dono?

Perguntou-nos.

Fiquei por um momento olhando nos olhos dele e vi que ele não passava de um pobre cão que nunca ouviu nada de carinhoso, apenas gritos e mais gritos e fiz um carinho na sua cabeça e ele levantou a pequena orelha que fora cortada assim como o rabo, demonstrando que gostava desse tipo de carinho.

Abracei o meu Baiuki e perguntei-lhe o que havia acontecido e por que ele tinha fugido se eu nunca o tinha maltratado.

- Eu não fugi, apenas fui chamado para a nova missão.

- Que missão?

- Nós, cachorros, temos uma missão muito importante na terra que é ver quais os homens bons e quais os homens ruins. Nós vemos tudo o que eles fazem e mesmo não entendendo o que eles dizem guardamos em nosso coração tudo o que vemos e nossa próxima missão é falar de cada um deles para um anjo que anota tudo para o julgamento final.

- Que anjo?

- Anjos que vêm para nos ouvir e que levam as nossas mensagens para o céu.

- Vocês têm um Deus também?

Perguntei-lhe assustado.

- É o mesmo Deus de vocês e Ele também nos ama como a todos os seres vivos da terra, não apenas os humanos. Se somos vivos é porque Deus nos deu vida, assim como a vocês!

- Mas vocês falam com Deus?

- Sim, como você em suas orações.

- Significa que Deus vai ouvir vocês em nosso julgamento?

- Ele não precisa nos ouvir, pois Ele vê o coração de cada um de vocês, mas vocês também são julgados pela forma que nos tratam e isto Deus nos pede para relatarmos para que vocês, humanos, no julgamento final, possam ouvir as maldades praticadas contra outros filhos de Deus, que também sentem dor, fome, sede, tristeza, saudades, amor, enfim tudo o que vocês sentem.

-Mas como pode ser?

Anjos cachorros?

- Não! Apenas anjos.

Na verdade, Deus nos criou para que nos aproximássemos dos homens e fossemos exemplos de fidelidade, já que o homem nunca soube o verdadeiro significado desta palavra e desde então, temos essa missão de sermos amigos para todos os momentos e nunca, mas nunca mesmo, trair nossos donos. Se somos assim, tão fiéis e os homens nos tratam tão mal, nada mais justo de sermos as “testemunhas” no julgamento final.

- Parece-me tão irreal tudo isto!

- Eu sei.

Respondeu-me o Baiuki, lambendo minhas mãos.

- Mas você iria voltar pra mim?

- Não, na verdade você voltaria pra mim no futuro.

- Como assim?

- Depois que todos cumprirem a sua missão na terra, os bons vão para um lugar onde reencontrará todos os amigos que concluíram a missão antes dele.

- Depois de morrer, você quer dizer?

- Esta palavra não conhecemos, pois sempre há vida, ela nunca deixa de existir.

- Então você já tinha cumprido a sua missão?

- Eu não sabia até que entrei no quintal da casa amarela da nossa rua.

- Então foi o pitbull que te pegou?

- Nem percebi, mas deve ter sido

- Sentiu dor?

- Nenhuma!

Continuamos sentados conversando sobre tudo e eles contavam histórias engraçadas dos seus donos que não entendia nada dos latidos dos cachorros e estes também não entendiam nada do que seus donos queriam.

- O que é mesmo “vai buscar”?

- É quando alguém joga alguma coisa pra você ir pegar e trazer de volta pra ele.

- Ah! Eu nunca acertei isto, pensava que era comida, corria e via que não era bom voltava na esperança de ganhar alguma coisa melhor.

Disse uma cachorrinha cookie spanel, preta de pelos compridos, muito brincalhona e amiga de todos..

- Vocês tiveram sorte, já eu fui passear uma vez com o meu dono com quem eu morava desde muito pequeno e ele jogou um pedaço de pau pra eu ir buscar e quando voltei ele tinha sumido. Fiquei latindo pra ver se ele aparecia e acabei tendo que morar no parque passando muita fome e com muita saudade dele até ser chamado para a nova missão. Doía imaginar que ele também estava me procurando e sofrendo por mim.

Falou um velho pastor alemão.

Pobre cachorro! Pensei, como pode alguém abandonar um amigo só porque ele ficou velho? Como podemos esquecer todas as coisas boas que ele nos deu durante todos os anos que passou conosco? Ele foi tão fiel e acreditando na amizade sincera nunca pensou que tivera sido abandonado. Passei as mãos sobre sua cabeça e ele fechou os olhos como se tivesse pensando nos bons tempos quando ainda era jovem e querido pelo seu ex-dono.

- Uma vez eu fui demarcar o carro do meu dono e ele me deu um grito que tive que segurar quando não dava mais e me fez um mal danado, resmungou, um vira-lata todo malhado para o riso de todos.

- É que nós não gostamos do cheiro da urina de vocês e quando vocês molham o pneu do carro dá um trabalhão para limpar, respondi.

- Mas limpar pra que se estamos demarcando nosso território para que outros ao sentirem o cheiro saibam que aquele carro já tem dono?

-Agora eu sei, mas é difícil pra nós entendermos isto, pois o dono, nesse caso é o homem que comprou o carro e não o cachorro dele.

-Vocês são muito complicados, murmurou um Dálmata, saltitante.

- Você tem razão, nós complicamos muito mesmo, respondi prontamente.

- Você já pensou em ser cachorro?

Perguntou-me um vira-lata com cara de bom garoto.

- Não, nunca me imaginei um cachorro.

- Que pena! Você iria gostar. É muito legal correr atrás dos carros.

- Pode ser, mas até hoje eu não sei por que vocês fazem isto.

- É porque vocês demonstram gostar mais do carro do que de nós e sempre tem mais tempo para eles. Então, uma forma de protestarmos contra isto é correndo atrás e quando ele pára, nós, simplesmente, o demarcamos para mostrar quem é o manda chuva.

Cada vez chegavam mais e mais cachorros para me perguntar o significado de alguma palavra e um Pintcher que estava atrás de todos os outros pulava feito louco gritando:

- Eu quero perguntar, eu quero perguntar!

- Cala a boca aí, ô baixinho, gritou um São Bernardo, só para irritar o pequeno cãozinho.

Eu via somente a cabeça do pincher quando ele pulava e, com dó, disse-lhes:

- Deixe-o passar. Ele quer me perguntar alguma coisa também.

Uma labrador que estava deitada levantou-se para que o pinther pudesse passar por entre as suas pernas e ele chegou todo animado, pulando feito louco e dizendo:

- O que significa “busca o chinelinho da mamãe, busca”?

- É para você ir buscar o chinelo para a sua dona, respondi.

- Eu sabia, eu sabia. Eu sou o mais inteligente, eu sou o maior! Gritava todo convencido e logo o São Bernardo, que nitidamente gostava de irritar o Pintcher, falou:

- É mesmo o maior. A maior pulga que eu já vi!

Ouviu-se uma gargalhada sem igual.

O pintcher rosnou e disse-lhe

- Eu ouvi o que você falou e é melhor você pedir desculpas.

Nova gargalhada e então eu disse-lhes:

- Vamos parar com isso, encoste os focinhos um no outro como sinal de amizade.

O São Bernardo, aquele tipo Bethoven do filme, muito brincalhão, retrucou:

- Então eu vou ter que me deitar para alcançar o focinho do dobermann pigmeu?

- Olha a ofensa com a minha raça!

Respondeu um dobermann, também brincalhão, que estava encostado na parede, para a gargalhada de todos, menos é claro, do pequeno Pintcher que acabou encostando o focinho no do São Bernardo e recebeu uma lambida em sua cabeça como sinal de carinho.

A velha labrador que voltou a deitar-se disse que sentia muita saudade do seu antigo dono, um deficiente visual de quem durante muitos anos fora o seu guia e quando ela já não tinha mais idade para acompanhá-lo, trouxe outro cão para lhe substituir, porém, não a abandonou e a tratou com todo o carinho até ela ser chamada para a nova missão.

- Tem homens bons e homens ruins e você deu sorte de ter um dono do bem.

Respondi-lhe.

Outro pitbull todo cheio de curativos levantou a pata e pediu licença pra falar também e disse-nos que o seu dono não era muito bom e que o obrigava a participar de rinhas (brigas de cachorro) onde se apostava dinheiro.

- Eu era obrigado a machucar muito os outros cachorros e também eles me machucavam muito. Eu não gostava nem um pouco daquilo, mas tinha que servir o meu dono e quando eu perdi uma briga, levei uma surra e fui jogado pra fora de casa. Vivi perambulando e todos tinham medo de mim. Um dia me deram um pedaço de carne saborosa e depois que eu comi, comecei a passar mal, sentindo muitas dores na barriga e acordei aqui, para a nova missão.

- Pôxa, te deram carne envenenada? Como deve ter sido triste a sua vida!

Respondi passando a mão sobre a sua cabeça e recebendo uma lambida muito gostosa.

- Eu gostaria de tirar uma dúvida com vocês.

Falei em direção a todos

Por que vocês têm mania de cheirar o traseiro de todos os cachorros que vocês encontram?

O Pintcher pulou e gritou:

- Me deixa responder, me deixa responder?

O São Bernardo, gozador nato, replicou:

- Com esse seu tamanho você já conseguiu cheirar algum traseiro, pigmeu?

- Parem com isso. Deixem-no falar.

Interferi.

- É porque pelo cheiro nós sabemos se o colega já demarcou alguma área perto da nossa. Nós somos bons no olfato e através do cheiro reconhecemos qualquer um. Quando passamos por algum lugar demarcado, também colocamos nosso cheiro para que quando nos encontrarmos possamos nos reconhecer.

O São Bernardo deu uma piscada e aplaudiu o pequeno cãozinho que ficou todo cheio.

- Então é isso?

Perguntei.

- É exatamente como o anãozinho falou.

Replicou o Doberman.

- Anãozinho é a ...

- Parem com isso, interferi antes que ouvisse um palavrão do Pinscher.

- Boca suja!

Respondeu o Doberman..

- Eu não ia falar palavrão não, viu?

Falou o pintcher olhando pra mim

- Eu sei que você seria incapaz!

Respondi piscando para o São Bernardo e o Doberman que estavam com a pata na boca para esconder a gargalhada.

A conversa estava muito animada quando um boxer de cara toda enrugada, perninhas tortas, gritou:

- Olha o arco-íris!

E todos correram para pegar seus pertences e se cumprimentavam tocando os focinhos um no outro e se esfregando como os gatos gostam de fazer e eu perguntei para o Baiuki o que era aquilo e ele disse:

- O arco-íris é que nos leva para nosso novo lar e quando ele aparece é porque já estamos autorizados a seguir a viagem até o nosso mundo dos homens bons.

- Como assim?

- Veja, não é qualquer arco-íris, mas somente aqueles que aparecem no final do dia e então corremos através dele para chegarmos ao nosso novo mundo onde eu vou estar te esperando, mas não tenha pressa, você ainda tem que cumprir a sua missão.

- Baiuki, eu estou com medo!

- Por que?

- Tenho medo da morte.

- Não sei o que isto significa, pois ninguém morre, apenas cumpri a missão e vai para um lugar especial que é a coisa mais linda que alguém já viu.

- E você já viu?

- Não, mas os anjos me contaram

- Você vai me deixar de novo?

- Eu tenho que ir atravessar o arco-íris, mas vamos deixar um presente pra você não sentir muito minha falta. Disse-me com a patinha sobre a poodle de laço vermelho no pescoço e continuou:

- Agora você tem que voltar para cumprir a sua missão.

- Um presente?

- Sim e você o reconhecerá quando o ver.

Respondeu a poodle.

Fiquei triste por deixar novamente o meu amigo Baiuki e voltei para a cama, acordando com minha mãe passando um pano úmido em minha testa e gritando para o meu pai:

- Ele acordou!

A febre já baixou, graças à Deus!

- Eu estou mellhor, mamãe?

- Sim filho, você estava delirando e dizendo coisas que nós não entendíamos tipo latido, sei lá, e ficamos todos desesperados e pensamos que fossemos te perder.

- Mãe, a senhora não vai acreditar no que me aconteceu. Eu encontrei o Baiuki e conversamos muito. A senhora precisava ver como são engraçados os cachorros e tem até anjo, mamãe.

- Filhinho, você estava delirando, mas agora está tudo bem.

- Mas, mãe é verdade!

- Não filho, foi apenas delírio, o Baiuki se perdeu só isso e com certeza ele está bem.

- Mas mãe, olha para debaixo da cama, veja pelo furo na parede e observe o outro lado.

- Não tem furo nenhum filho. Foi só um sonho.

Olhei para baixo e não tinha mais nenhum furo e pensei que realmente eu tivera sonhado. Mas, tinha sido um lindo sonho e me entristeci novamente com saudades do meu cãozinho. Olhei para a janela na esperança de ver o arco-íris, mas já estava de noite e então peguei o meu cachorrinho de pelúcia e me deitei esperando sonhar novamente com o Baiuki, quando o meu pai entra no quarto e diz:

- Veja, filho! Veja que coisinha mais linha apareceu aqui na nossa porta!

Ele trazia um cachorrinho com o mesmo laço vermelho que a poodle estava usando e reconheci imediatamente o presente que o Baiuki disse que iria me deixar, então perguntei:

- Mãe, hoje teve arco-íris no céu?

- Filho, hoje teve o mais lindo que eu já tinha visto, pena que você estivesse doente e não pôde vê-lo.

Abracei fortemente o cachorrinho, dei uma gargalhada e gritei:

- Não foi sonho, o meu Baiuki vive no mundo dos homens bons!

Meus pais não entenderam, mas sorriram pra mim contentes por me verem feliz.
*
Anderson Balderrama dos Rei, paulista, pós graduado com especilização em Gerenciamento de Pessoas, palestrante e autor do livro " Clareira, quando a amizade é essencial"
Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/ficcao-artigos/o-meu-cachorro-atravessou-o-arco-iris-1411973.html

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Nosso pedacinho do céu...