.ღ Saudade lembrada, saudade sentida, saudade hoje e para o resto da vida...saudade eterna! ღ

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ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS! Abraços fraternos!

ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS!  Abraços fraternos!
As homenagens são publicadas conforme a disponibilidade de tempo. Se ela chegar sem foto e mensagem não poderei publicar. As homenagens são publicadas conforme a ordem de chegada no e-mail.

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ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS! ABRAÇOS FRATERNOS!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Uma Oração a São Francisco


ORAÇÃO A SÃO CHIQUINHO


Meu São Francisco tão simplesinho de coração com tanto carinho
venho pedir que nunca, jamais, deixe sozinhos meus animais.
guarda meus cães no céu encantado sempre que for por eles chamado.

Não posso mais, meu São Chiquinho, cuidar dos bichos do meu caminho que estão agora perto de ti,
então, te peço, do mundo aqui, que corra e brinque junto com eles no céu dos cães,
e também que aqueles Anjos-guardiões que te auxiliam levem meus cães a passear aonde iam quando contentes junto comigo.

Providenciem sempre um abrigo, dêem o amor que eles precisam, guardem o chão onde eles pisam, cocem suas costas com alegria, dêem um abraço ao raiar do dia,
velem por eles quando dormirem, consolem dores que eles sentirem,
façam por eles o que eu faria, digam a eles o que eu diria...

Meu São Chiquinho de minha paz, confio em ti e sei que és capaz de tomar conta de meus bichinhos até que Deus finde meus caminhos.

De consolar, se sentem saudade, de proteger de qualquer maldade,
de acaricia-los quando tristonhos, dançar com eles em nossos sonhos,
estar com eles e compreende-los, atender sempre a qualquer apelo,
brincar de bola, brincar de roda, neutralizar tudo que incomoda,
enfim, fazer tudo o que eu faria caso eu pudesse ter a alegria de estar pra sempre com meus amigos.

Meu São Chiquinho, escuta o que digo: és a esperança, com teus guardiões, de paz e luz para meus cães.
Guarda cada um em tua compaixão como ainda os guardo em meu coração.
Pede a Jesus que me permita cuidar dos que neste mundo ficam,
enquanto cuidas dos que partiram até que eu chegue aonde eles seguiram.


Eu te agradeço, meu São Chiquinho, simples e meigo com seus anjinhos.
Que meus cães mortos, lindos e doces, te alegrem sempre como se fosses eu própria: aquela que eles amavam, e brinquem sempre como brincavam assim na terra como no céu.

Tereza
Oração postada na comunidade Capelinha de São Francisco
mãezinha das estrelinhas Gaia, Shiva e Ágata


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Estrelinha Gaia



15/10/1998
. †05/08/2009
. . GAIA

. . São 5 meses e 20 dias de ausência.
" ... de repente, da calma fez-se o vento que dos olhos desfez a última chama
 ...fez-se do amigo próximo o distante, fez-se da vida uma aventura errantede repente, não mais que de repente..."
(Vinicius de Moraes, Soneto da Separação)

. Algo ainda pesa em meu coração cada vez que olho esta chácara onde Gaia morou tanto tempo. É seu vazio, mais pesado, muito mais, que sua presença física de mais de 40 kg.
E ao suportar esta presença-da-ausência percebo como é esmagadora.
. A vasilhinha à porta, ainda com um pouco de água não bebida; a bolinha,
agora parada, sem vida.
E um vazio imenso em todos os cantos deste quintal e desta casa.
. Saudade que não passa.
 Saudade, o amor que fica.
Até que eu possa te encontrar de novo,
até breve,
minha Gaia.
. . Tereza
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Estrelinha Shiva


30/09/1996
†13/12/2006
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SHIVA
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São 3 anos e l 1/2 mês de ausência

"Meu doce amigo em cujo olhar sereno eu descobri uma alma sem veneno,
seja-te leve a terra que te cobre."
(Freitas Guimarães pranteando seu setter na poesia "Ao Meu Cão")

Meu cão telepata,
que cantava e dançava cada vez que eu chegava,
e ficava tristonho cada vez que eu chorava...
Que chorou comigo por 1 ano e 2 meses a perda de nossa companheira Ágata,
e foi morrendo aos poucos de tristeza.
Ainda sobrara coração meu para morrer de novo, junto contigo.
Você não está só, não tenha medo, ainda sou de você.
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Tereza
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Estrelinha Ágata


05/04/1999
†28/10/2005
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ÁGATA
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São 4 anos e 3 meses de ausência.

"Mudei um pouco meu modo de viver, agora não posso mais correr com você pela praia ao final das tardes,
a não ser numa espécie de sonho, mas você, se sonhar um pouco, lá poderá me ver."
(Robinson Jeffers, nas palavras q seu bulldog Haig enviou a ele através de sua poesia "O Túmulo do Nosso Cão")

Sua vidinha tão curta foi minha alegria, sua ausência uma dor que me faz chorar por todos estes anos e nunca vai sarar.
Companheira querida, que me acordava feliz todos os dias ao raiar do sol me chamando para passear, e que me deixou depois de sofrer tanto com uma doença incurável, mas manteve a alegria de viver e a coragem até o fim.
Quando enviei vc para o céu dos cães, onde não há mais dor nem medo, meu coração morreu contigo.
Descança em paz enquanto me espera,
eu vejo vc todo dia numa espécie de sonho.
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Tereza

sábado, 23 de janeiro de 2010

Como ajudar as crianças a suportar a morte de seu animal de estimação

Como ajudar as crianças a suportar a morte de seu animal de estimação
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O papel do médico veterinário tem se expandido em reconhecimento ao forte laço emocional entre as pessoas e seus animais de estimação. É importante que o médico veterinário seja mais que um bom clínico, um bom cirurgião. Ele precisa ter sensibilidade suficiente para conduzir o tratamento com grande respeito tanto pelo animal quanto por seus proprietários ( esta conduta é que se diferencia o verdadeiro médico veterinário do mero técnico veterinário ).
Cabe ainda ao médico veterinário , a função de orientar seus clientes na resolução de problemas , principalmente quando o assunto é a morte do animal de estimação. A resposta de uma criança frente a morte de seu animal de estimação depende basicamente de 4 fatores
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1-O significado do animal para a criança
Os animais de estimação significam muitas coisas para as crianças e todas elas são extremamente importantes. Citando apenas alguns exemplos simples, temos : No caso de bebês, os animais de estimação proporcionam companhia e segurança em situações novas, como o começar a engatinhar. Para as crianças pequenas, servem como ponte de relações com outras crianças, pois os mascotes costumam atrair a atenção de outras crianças, rompendo o gelo das comunicações. A medida em que as crianças crescem, percebem que nem sempre contam com a aprovação dos pais. O mascote, pelo contrário, se mantém firmemente como um amigo que jamais julga. Quando se tornam adolescentes, e começam os conflitos familiares, origina-se o desejo mútuo de separar-se e ao mesmo tempo unir-se. O mascote facilita o passo dos adolescentes proporcionando segurança e consistência, oferecendo a eles a possibilidade de abraçar alguém sem ser considerado infantil. Quando os laços entre as crianças e seus mascotes são rompidos, elas experimentam uma profunda dor emocional. Este é um momento crucial no desenvolvimento da criança e de todo ser humano : aprender a viver com a perda de uma relação significante. É importante ter conhecimento sobre os diversos níveis em que a morte é compreendida pela criança. Existem etapas definidas de consciência da morte que geralmente corresponde a idade cronológica.
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2- Idade da criança
( níveis de desenvolvimento da consciência da morte pela criança )
Do nascimento aos 5 anos de idade, a maior parte das crianças tem dificuldade para compreender a morte. A morte não é considerada um estado permanente e sim temporário. Se suas necessidades primárias forem adequadamente supridas, a morte do mascote provocará pouca alteração em suas vidas. Cabe aqui lembrar que a expressão "pôr para dormir ", frequentemente usada como referência a eutanásia, pode produzir compreensão errada e medo nas crianças, que igualam a morte ao sono. O veterinário deve orientar os pais a usar expressões como "ajudar a morrer" , "facilitar sua morte" , que produzem alívio e são mais claras para as crianças. As crianças entre 5 e 9 anos já compreendem que a morte é final e irreversível. Aqui a criança toma consciência de que a mortalidade existe para todos os seres vivos, incluindo seus entes queridos e elas próprias.
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3- Morte previsível ou inesperada
Se a morte do animal de estimação é previsível , devido a idade avançada ou a uma doença incurável, ela deve ser abertamente discutida em família. As crianças muito novas, por não compreenderem o que a morte realmente significa, se sentirão alarmadas se a morte eminente de seu mascote for rodeada por cochichos sigilosos. Se a morte é o resultado de uma enfermidade crônica, a criança deve ser advertida e preparada para a separação. No caso de crianças muito pequenas, é mais importante proporcionar-lhes apoio emocional do que qualquer explicação detalhada. É importante diferenciar o tipo de doença de que o mascote padece, das doenças normais que eventualmente acometem as crianças e seus parentes. Se esta diferença não ficar clara, as crianças muito pequenas podem se assustar com seus próprios mal-estares e de seus entes queridos. Elas precisam estar seguras de que mesmo perdendo seus mascotes, seus pais continuarão a seu lado. Se a morte precisar ser por eutanásia, as crianças suficientemente maduras devem participar da tomada de decisão. Isto é particularmente importante no caso dos adolescentes, que costumam sentir que suas vidas estão fora de controle. Se o adolescente estiver o suficiente maduro e desejar acompanhar a eutanásia, deve ser permitido, desde que sua presença não interfira no procedimento médico. Isto permite um adeus final, previne fantasias acerca da situação e mostra ao adolescente, que a morte pode ser tranquila e reconfortante. Se uma criança pequena presencia a morte de seu mascote em um acidente, por exemplo, as imagens desagradáveis ou mórbidas devem ser evitadas, mas por outro lado, a criança deve ser estimulada a falar sobre o assunto. As explicações sobre o porquê e como ocorreu o acidente devem ser dadas em uma linguagem clara e simples.
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4- Explicações
Como a morte é explicada à criança Algumas vezes, com a intenção de polpar a criança, os pais acabam criando traumas psicológicos inadivertidos. Se é dito a uma criança que seu animal de estimação fugiu, em lugar de dizer que morreu, ela se sentirá insegura e abandonada. Dizer que o animal foi morar com outra família, pode ter as mesmas consequências. As explicações religiosas, tais como, o mascote foi para o céu, porque Deus leva as criaturas boas para o paraíso, podem provocar a revolta contra Deus e mal comportamento, porque a criança não quer ser tirada do seio familiar por ser boazinha. Os pais muitas vezes para evitar a dor de seus filhos, pedem ao veterinário que minta sobre o estado real do animal. O veterinário deve manter-se firme e aconselhar os pais a dizerem a verdade. É necessário que os pais compreendam que ensinar a suportar a dor da perda é uma importante lição de vida para a criança. Além do que, quando surgir a verdade, a criança sofrerá com a perda do mascote e a perda de confiança em seus pais. As crianças devem ser estimuladas a compartilhar todos os seus sentimentos. Nunca deve ser dito às crianças que "elas são muito grandes para chorar " e, seus sentimentos não devem ser deixados de lado. Os pais devem estar preparados para responder as mesmas perguntas diversas vezes, pois isto mostra que a criança está tentando entender a perda. Os adultos devem compartilhar seus sentimentos com as crianças. O ocultamento de seu sofrimento não protege as crianças, pelo contrário, confunde e assusta , pois elas percebem que o adulto está imerso em fortes emoções ao mesmo tempo que as nega. O adulto deve mostrar às crianças que não há nada de errado em expressar e suportar sentimentos dolorosos até que eles se extinguam. Ajudando a criança a superar a dor da perda A maioria dos pais tende a substituir rapidamente o animal de estimação por outro, com a intenção de suavizar a dor normal da criança. Uma substituição demasiadamente rápida, pode inibir um sentimento sadio e fazer com que a criança recuse o novo mascote, para evitar o que para ela seria uma traição ao anterior. Também pode criar a falsa idéia de que tudo pode ser facilmente substituido , incluindo ela mesma.
Não há regras para saber o momento ideal para dar um novo animal de estimação para a criança, porém o veterinário deve aconselhar os pais a observar o seguinte: A criança consegue falar sobre o mascote perdido sem experimentar grande dor?
A criança pode falar em ter um novo mascote sem se sentir desleal com o anterior ?
A criança quer ter a mesma espécie de mascote ?
Quer que seja da mesma raça do anterior ?
Gostaria de dar outro nome ?
O veterinário pode sugerir uma variedade de atividades familiares que poderão ajudar a amenizar a dor da criança e até prepará-la para receber um novo animal de estimação. As famílias podem ver juntas fotografias do mascote perdido. Devem conversar sobre o que gostavam e não gostavam no animal. As crianças com menor comunicação verbal podem escrever estórias e fazer desenhos. Os pais podem criar um local em memória ao mascote, incorporando sugestões das crianças. Quando recebem afeto e apoio emocional adequado, as crianças são capazes de suportar a morte de um animal de estimação com pouco ou nenhum trauma. Se, no entanto, os sentimentos das crianças forem negligenciados pela família, elas poderão sofrer reações extremas ante a perda do mascote, que poderão se manifestar da seguinte forma :
Não querer ficar longe dos pais Aumento do nervosismo e perda da autoconfiança Pesadelos constantes Acidentes em crianças com bons hábitos de higiene Em adolescentes aparecem mal estares frequentes, como dores de cabeça e estômago Problemas de comportamento e baixo rendimento escolar Incapacidade de concentração e aprendizado Nestes casos é muitas vezes necessária a orientação de um psicólogo. Portanto, aos pais cabe o papel de servirem como modelo para seus filhos, por isto, todas as suas atitudes e decisões são muito importantes e afetam diretamente as crianças. Vale lembrar que a forma como um adulto trata um animal, fala com um animal, como manuseia um animal, é tida como modelo para as crianças. Por este motivo, a decisão de possuir ou não um animal de estimação em casa é uma decisão tão importante, que jamais deve ser tomada por um impulso. É um assunto que deve ser discutido em família, avaliando-se todos os prós e contras. É preciso ter em mente, que quando levamos um animal de estimação para casa, estamos nos tornando responsáveis por sua vida e que um animal de estimação é um ser vivo que não pode ser simplesmente descartado quando não nos serve mais. A ligação emocional entre uma criança e seu mascote é muito maior do que nos parece, e isto transforma a responsabilidade de um adulto pela aquisição de um animal muito mais séria do que ele é capaz de imaginar.
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Dra. Marília Russi de Carvalho Médica Veterinária CRMV-SP 3652
Este artigo foi baseado no trabalho
da Dra. Carole E. Fudin,
PhD Pet / People Problems Nova York /USA

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Gato Feio


O Gato Feio
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Todos no prédio de apartamentos onde eu morava sabiam quem era o Feio. Feio era o gato vira-lata do bairro.
Feio adorava três coisas neste mundo: brigas, comer lixo e digamos, amor. A combinação destas três coisas, adicionada a uma vida nas ruas, tinham causado danos em Feio.
Pra começar, ele só tinha um olho, e no lugar onde deveria estar o outro olho, havia um buraco fundo. Ele também havia perdido a orelha do mesmo lado, e seu pé esquerdo parecia ter sido quebrado gravemente no passado, e o osso curara num ângulo estranho, fazendo com que ele sempre parecesse estar virando a esquina. Feio havia perdido a cauda há muito tempo, e restava apenas um toco de cauda grosso, que ele sempre girava e torcia.
Todos que viam Feio tinham a mesma reação: "Mas que gato feio!"
As crianças eram alertadas para não tocarem nele. Os adultos atiravam pedras nele, jogavam-lhe água com a mangueira para espantá-lo, o enxotavam quando ele tentava entrar em suas casas, ou imprensavam suas patas na porta quando ele insistia em entrar.
Feio sempre tinha a mesma reação.
Se você jogasse água nele com a mangueira, ele não saía do lugar, ficava ali sendo ensopado até que você desistisse. Se você atirasse coisas nele, ele enroscava seu corpinho magricela aos seus pés, pedindo perdão.
Sempre que via crianças, ele surgia correndo, miando desesperadamente e esfregando a cabeça em todas as mãos, implorando por amor. Quando eu o apanhava no colo, ele imediatamente começava a sugar minha blusa, orelhas, ou o que encontrasse pela frente.
Um dia, Feio quis dividir seu amor com os huskies do vizinho. Eles não eram amistosos e Feio foi ferido gravemente. Do meu apartamento, eu ouvi seus gritos e corri para tentar ajudá-lo.
Na hora em que cheguei onde ele estava caído, parecia que a triste vida de Feio estava se esvaindo...
Feio estava caído em uma poça, suas pernas traseiras e suas costas estavam totalmente disformes, um corte fundo na listra branca de pêlo atravessava seu peito. Quando eu o apanhei e tentei levá-lo para casa, ele fungava e engasgava, podia senti-lo lutando para respirar.
"Acho que o estou machucando muito", eu pensei. Então, eu senti a sensação familiar de Feio chupando minha orelha - em meio a tamanha dor, sofrendo e obviamente morrendo, Feio estava tentando sugar minha orelha.
Eu o puxei para perto de mim e ele esfregou a cabeça na palma da minha mão, olhou-me com seu único olho dourado e começou a ronronar.
Mesmo sentindo tanta dor, aquele gatinho feio, cheio de cicatrizes de suas batalhas, estava pedindo um pouco de carinho, talvez alguma comiseração. Naquele instante, achava que Feio era o gato mais lindo e adorável que eu já tinha visto. Em nenhum momento, ele tentou me arranhar ou morder, nem mesmo tentou fugir de mim, ou rebelou-se de alguma maneira. Feio apenas olhava para mim, confiando completamente que eu aliviaria sua dor.
Feio morreu em meus braços antes que eu entrasse em meu apartamento.
Eu me sentei e fiquei abraçada com ele por muito tempo, pensando sobre como este gato vira-lata deformado e coberto de cicatrizes havia mudado minha opinião sobre o que significava a genuína pureza de espírito e sobre como amar incondicionalmente. Feio me ensinara mais sobre doação e compaixão do que qualquer ser humano.
E eu sempre lhe serei grata por isto.
Chegara a hora de eu seguir em frente e aprender a amar verdadeira e incondicionalmente. Chegara a hora de dar meu amor para aqueles que me eram caros, mesmo que meus olhos nunca tivessem visto nenhum deles...
As pessoas acham mais fácil e mais prazeroso amar o belo, o perfeito, sem notarem que os feios, os tortos, os mancos, enfim os deformados sejam de corpos, mentes ou almas, também podem e merecem serem amados...
Se vocês pudessem avaliar ou sentir como é quente e gostoso o abraço de alguém feio e antipático, de alguém deformado e que foge as regras e padrões de beleza...
se vocês se permitissem essa sensação, talvez entenderiam e veriam os tantos "gatos feios" que a vida lhes coloca diante dos seus olhos todos os dias e vocês se negam a enxergá-los...
Muitas pessoas querem ser influentes, querem acumular dinheiro, querem ser bem sucedidas, queridas, simpáticas ou belas... Quanto à mim, eu sempre tentarei ser como o Feio...
Passarei minha vida pedindo amor, mendigando um pouco do seu tempo, esperando pelo seu carinho, contando com sua compreensão, e pacientemente aguardando o dia de ser devorada pelos "Huskies"...
Se tiver sorte terei alguém que me pegue no colo e me faça um carinho antes do meu último suspiro...
Neste mundo cheio de intolerâncias devemos espalhar mais respeito aos demais seres viventes, sejam eles da mesma raça, mesma religião, mesma etnia que nós , ou não, sejam feios ou bonitos aos nossos olhos tão desacostumados a ver, ou nossos ouvidos, que ainda não aprenderam a ouvir a real mensagem de Deus.
Autoria Desconhecida

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Estrelinha Cherry



†00/00/00
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CHERRY
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Minha linda Cherry
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ESTA LINDA CACHORRINHA APARECEU NO MEU CONDOMINIO A 9 ANOS
EU ADOTEI ERA MUITO AMADA CUIDAVA DA CASA, DE TUDO, CARINHOSA
GUERREIRA POIS SE SALVOU DE UMA CINOMOSE.
SINTO MUITA SAUDADES DELA ,
NUNCA VOU ESQUECER DELA ,
POIS ELA MORA NO MEU CORAÇÃO.
Saudades Amada
Elina



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

MORTE DE UM ANIMAL A dor maior da perda

MORTE DE UM ANIMAL
A dor maior da perda
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A morte de um animal pode ser tão ou mais dolorosa quanto a de uma pessoa mas, por vezes, o pesar é silenciado perante as críticas e a incompreensão dos outros relativamente a um assunto tabu.
"Quando os animais fazem parte da família, da intimidade dos donos, que realmente gostam e tudo fazem por eles, os donos sofrem em tudo como se de um ente querido se tratasse. A reação à morte é muito idêntica ao que seria perante um membro querido da família, só não comparável à de um pai, uma mãe ou um filho", sustenta o médico veterinário Luís Montenegro.
Para Henrique Armés, também veterinário, "quanto mais próximo esse animal" for de uma pessoa, "maior será a dor" quando ele morrer.
Por isso, não é de estranhar que a perda de um cão ou de um gato possa ser mais penosa do que a de um familiar que raramente se vê ou quem se convive ou de uma pessoa à qual não se está sentimentalmente tão ligado.
"Não vislumbro grande diferença entre a pessoa e o animal, é uma falsa questão", defende.
A verdadeira questão, ressalva, está quando os donos "exteriorizam pouco a dor" porque ela "é reprovada socialmente, não é bem vista", por se tratar, aí sim, relativa a um animal e não a uma pessoa.
"Chorar por um cão não é normal, amar um cão não é normal", ouvia dos outros Manuela Francisco, que foi "tão criticada por vizinhos e familiares" por chorar a morte da "Darinha", sonhar com ela e "vê-la" ainda nos sítios habituais da casa.
"Esse sentimento, por um animal, pode parecer aos olhos de muitas pessoas um sinal de fraqueza, de pieguice ou mesmo de tolice. Mas só assim pensa quem não conhece verdadeiramente quanto um animal pode representar na vida das pessoas", assinala a presidente da Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais, Maria do Céu Sampaio, frisando que a morte "é um assunto ainda tabu".
Os donos, para os quais o cão, o gato ou outro bicho de estimação era a sua única companhia, uma terapia na hora da doença, um companheiro, um amigo, um filho ou um irmão, vivem intensamente o luto, alternado, como no luto humano, entre o choque, o choro, a tristeza, a negação, a raiva, a culpa e a aceitação.
Nestes casos, o sentimento de perda "em relação aos animais é humanizado", advoga o médico veterinário Luís Montenegro.
"Há os extremos: donos para os quais a morte do animal é um alívio, menos uma despesa, e os que abdicam de muita coisa e, se não são bem direcionados, entram em depressão", sublinha Rui Neves, igualmente veterinário, dando como exemplos um casal que empenhou as alianças para acabar com o sofrimento do seu bicho e uma mulher que "descompensou completamente, o seu sistema nervoso foi-se abaixo" e ficou diabética.
"Há pessoas que precisam de ajuda psicológica", frisa.
Nos Estados Unidos existem grupos de entreajuda, especialistas que lidam com a dor da perda dos animais de estimação, linhas telefónicas de aconselhamento geridas por associações de estudantes de Medicina Veterinária.
"As pessoas também não procuram ajuda, acham que não têm razão para isso, têm receio de que os outros as julguem, fazem o luto por si próprias, não é necessária a intervenção de um psicólogo", alega Telmo Baptista, o único psicólogo que a Agência Lusa encontrou disponível para falar sobre a matéria, talvez porque ele próprio vivenciou a morte do seu cão.
Por "vergonha" de serem apontados como "maluquinhos", donos há que choram entre quatro paredes ou desabafam apenas com quem sabe ou sofre como eles, em blogues da bicharada ou com os veterinários, que se socorrem da "educação, do bom-senso e da prática" clínica para lidar com a morte, tema esquecido na sua formação, segundo o médico veterinário Nuno Revez.
António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF, não teve pejo em exteriorizar os seus sentimentos quando lhe morreram dois cães e uma gata, em diferentes momentos da vida.
"É um acto humano natural, torna-nos mais transparentes", justifica. E lembra: "Os animais são companheiros sempre disponíveis, nunca estão cansados, nunca estão fartos de nós, são importantes para mim, não substituem as pessoas mas isso não quer dizer que a sua perda seja menor".
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Entre a razão e a emoção
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Para cumprirem bem a sua missão, cuidar dos animais, veterinários e voluntários de associações protectoras obrigam-se a reagir com frieza à morte mas também cedem à emoção, choram discretamente, acolhem a culpa e a dor da perda.
Às vezes chega a ser demais. Pedro Francisco, médico veterinário há 13 anos, fecha-se no seu gabinete até à próxima consulta quando lhe morre nas mãos um "animal simpático" ou que "acompanha há muito tempo". Precisa de "um espaço" para estar consigo próprio, longe de olhares.
"Aceito muito bem a morte, faz parte do meu trabalho, mas fica sempre alguma tristeza", justifica.
Longe vai a altura, quando era ainda um novato na profissão, em que teve "um ataque de choro monumental" quando se preparava para eutanasiar um dos seus pacientes, uma prática autorizada nos animais com diagnósticos irreversíveis.
"Não consegui, teve de ser um colega a fazê-lo", conta Pedro Francisco, que agora, aos 43 anos, realiza "tranquilamente" a eutanásia, "espiado" pelos retratos dos "seus" animais falecidos que estão colados nas paredes da sua clínica, em Oeiras.
"Os veterinários tendem a habituar-se ao fenómeno da morte/eutanásia parecendo reagir, muitas vezes, com alguma indiferença/frieza. Claro que há casos que nos marcam mais, sobretudo os animais com doenças crónicas que nos habituámos a ver várias vezes no hospital e nos quais investimos muito", admite Hugo Gregório, clínico no Hospital Veterinário do Porto.
Durante cerca de um ano, Rui Máximo, médico do Hospital Veterinário do Restelo, em Lisboa, fez sessões regulares de quimioterapia a um cão com um linfoma. No final, teve de eutanasiá-lo.
"Fiquei triste e um pouco emocionado, embora soubesse que a eutanásia", morte provocada sem dor, "era a decisão mais acertada pelo sofrimento em que o animal se encontrava".
"Acabei por sofrer como se fosse um animal meu", confessa, reconhecendo a dificuldade "em gerir a relação razão versus emoção" em casos como este.
Isto, apesar das "defesas que, com o tempo, se vão criando, alguma frieza que é necessário haver, algum distanciamento que acabamos naturalmente por criar para não nos envolvermos emocionalmente", sustenta.
Como se não bastassem tais dilemas, que os colocam em constante "stress", os médicos veterinários tornam-se confidentes dos donos na dor e, não raras vezes, são culpabilizados pela morte do animal de estimação.
"Acabamos por ajudá-los no luto. Sabem que podem desabafar, sabem que não vou criticar", comenta Rui Neves, veterinário há 15 anos, realçando que o clínico pode, ao invés, ser injustamente criticado porque "não detectou a doença" do bicho ou este "não foi medicado mais cedo".
Mas e os voluntários das associações protectoras dos animais, como reagem à morte?
"Muitas vezes, sentimo-nos culpados. Por que é que não reparámos que não estava bem naquele dia? Por que é não brincámos mais com ele ou ela? Por que é que não o abraçámos durante mais tempo? Por que é que não lhe demos mais biscoitos?", responde, na interrogativa, Isabel Ramos, voluntária na União Zoófila.
Chora-se, e "muito", em casa, fala-se com os colegas, escreve-se sobre os animais aos quais "não foi feita justiça".
"Mas não podemos sucumbir à tristeza porque esta é paralisante e impede-nos de continuar a fazer o nosso trabalho", cuidar de cães e gatos abandonados, maltratados, feridos e assustados, salienta Isabel Ramos.
É que, denuncia, "alguns destes animais nunca tiveram nada a que se pudesse chamar casa: viviam acorrentados, dentro de uma oficina, foram usados para lutas ou como parideiras, eram vítimas de caçadores, de quem os espancava e os deixava à míngua de comida".
"Os voluntários sofrem a perda dos animais como se fossem seus. A pessoa chora mas tem de tratar dos outros, tem de andar, não pode ficar sentadinha o dia todo a chorar". O veredicto é de Maria Helena Mascarenhas, responsável da Associação dos Amigos dos Animais de Almada, que tem a seu cargo 250 cães e bichanos que o destino atraiçoou.


Fonte:http://www.auniao.com/noticias
Jornal de Portugal

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dia de Reis

O "Dia de Reis" é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2 1 -12), vindos do Oriente, para adorar a "Epifania do Senhor". Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade. O termo "mago" vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país de suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinônimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus. Portanto, não eram astrólogos nem bruxos, ao contrário, eram inimigos destas enganosas artes mágicas e misteriosas. Esses soberanos corretos, esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino Deus.
Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando no palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando "pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus". Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram sua busca e encontraram o Menino Deus. A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Alí, os reis magos, depois de adorar o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro, significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para suas nações, evitando novo contato com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor. A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Melquior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, na Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje.
No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: "O primeiro, diz, foi Melquior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos... O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro... O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. "A Palavra de Cristo", IX, p. 195)". Deus revelou seu Filho ao mundo e ordenou que o acatassem e seguissem. Os reis magos fizeram isto com toda humildade, gesto que simboliza o reconhecimento do mundo pagão desta Verdade. Isso é o mais importante a ser festejado nesta data. A revelação, isto é, a Epifania, que confirma a divindade do Santo Filho de Deus feito homem, que no futuro sacrificaria a própria vida em nome da salvação de todos nós.

Oração
Senhor Jesus peço-te que me dês olhos sensíveis
aos sinais que falam de tua presença redentora
para que como os Magos possa adorar-te sempre
pelo mistério de tua encarnação gloriosa Amém!
Menino Jesus nascido em Belém rogai por nós!