.ღ Saudade lembrada, saudade sentida, saudade hoje e para o resto da vida...saudade eterna! ღ

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ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS! Abraços fraternos!

ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS!  Abraços fraternos!
As homenagens são publicadas conforme a disponibilidade de tempo. Se ela chegar sem foto e mensagem não poderei publicar. As homenagens são publicadas conforme a ordem de chegada no e-mail.

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ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS! ABRAÇOS FRATERNOS!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Estrelinha Nenne


†06/03/09
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NENNE
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Eu ainda não acredito..que perdi a Nenne.
mais sei..q ela ..esta no céu...brilhando para todos nós...
e sei q encontrou muitos amiguinhos lá....q faz parte da constelação...de todos os outros amiguinhos gatinhos q partirão...
Vou te Amar Sempre...
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Mamãe
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Brilhe Amiga Linda!
Brilhe muito!!!
A estrela mais branquinha do céu...
Nós Saudades...
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Sua Amiga!
Bebee

 



Estrelinha Wendy


†14/05/07
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Wendy
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Amada Filha
Perdi vc um pouco mais de 30 dias
após a partida da Cookie
Meu coração não para de sentir a falta de vocês!!!
Brinquem juntinhas!!!
Fiquem juntinhas!!!
Saudades...
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Mamãe Anna



Estrelinha Cookie

†23/03/07
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Cookie
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Filha Amada
Você se foi
Estrelinha Branquinha!!!
Brilhe...Brilhe, nós aqui Saudades...
Com Saudade e muito Amor!
Mamãe Anna



sábado, 29 de agosto de 2009

OS ANIMAIS TÊM ALMA? PODEM REENCARNAR COMO NÓS?

Tenho pesquisado bastante acerca da vida animal após a morte, conversando com muitas pessoas ouvi suas experiências fantásticas vividas com os seus animais após o falecimento dos mesmos.
Confesso que, a princípio, o ceticismo me impediu de dar valor às narrativas que me foram contadas, porém após as inúmeras pesquisas a respeito deste assunto conclui que é possível sim que os animais tenham uma vida após a morte, exatamente como nós!
Não há como não acreditar nos pesquisadores e nas personalidades públicas, todos idôneos, como Chico Xavier, a médica veterinária Drª. Irvênia Prada, o escritor Ernesto Bozzano, Divaldo Pereira Franco e muitos outros que se dedicam ainda a desvendar o que pra nós é um mistério, um mundo desconhecido! No livro Os Animais tem Alma, de Ernesto Bozzano, mais de centro e trinta relatos fantásticos envolvendo animais são citados pelo autor. A professora e pesquisadora Irvênia Prada, em seu livro
A Questão Espiritual dos Animais aborda com muita clareza o tema, relatando, inclusive, uma experiência bastante interessante sobre a reencarnação de um animal. Particularmente, ainda não tive nenhuma experiência a respeito deste assunto, mas não descarto a possibilidade de que meu ceticismo anterior tenha contribuído bastante para isso, embora meu marido, mais cético que eu mil vezes, amante incondicional de animais e pai fervoroso de alguns, já tenha tido algumas vivências a esse respeito, isto é, com nossos animais já falecidos.
Acontecimentos que não soube explicar nem pra si próprio! Na realidade, é muito comum que as pessoas duvidem que os animais tenham uma alma e, que, como nós possam reencarnar, porém o mais difícil e por que não dizer o mais inacreditável é que nenhuma delas foi, até hoje, capaz de provar a não existência da Alma Animal. Assim, resolvi que a história verídica abaixo, narrada pelo Ferreira, amigo meu, merecia ser exposta a todos para que possamos, aos poucos, nos conscientizar de que não somos os únicos privilegiados, de que os animais, até mais do que muitos de nós merecem o céu, sim! “A madrinha de meu irmão, D. Hilda Hidelgar, um dia adoeceu e foi para o hospital, onde entrou em coma.
Os animais de D. Hilda, vários cães, ficaram sem comer, abatidos. Um dia, meu pai foi chamado ao hospital, pois os médicos haviam desenganado D. Hilda e queriam desligar os aparelhos.
Chegando lá, meu pai foi ao quarto dela e, foi um corre-corre danado de enfermeiras e médicos, D. Hilda estava acordada, o que causou imenso reboliço! Meu pai perguntou a D. Hilda se estava tudo bem, ao que ela respondeu: - Sim, tudo bem! Eu estava com os meus cachorros que já morreram e estava matando as saudades, mas aí, os outros vieram em meu quarto dizendo que estavam com fome. Então, eu preciso ir para casa para dar comida a eles.” Para muitos, certamente, haverá u-a explicação “racional” para o fato de ter sido mencionado que os seus cães entraram em seu quarto e “disseram” que estavam com fome, mas como explicar que D. Hilda, mesmo estando internada e inconsciente soube exata-mente o que se passava com os seus animais em sua ausência na casa?
Como os cães de D.Hilda, conseguiram dizer para a sua dona que estavam com fome? Pois é... se já é difícil para alguns aceitar que os animais tenham uma alma e que podem reencarnar, imaginem aceitar que possam se comunicar como nós?
Até hoje, a ida do homem à lua é questionada e, aconteceu! D. Hilda ainda viveu muito e, acredito feliz. Foi uma privilegiada, fez uma viagem onde pôde matar as saudades de seus animais já falecidos e ainda pôde ouvir de seus animais vivos que estavam com fome, vai saber...
Nós, humanos, precisamos abaixar muito a nossa “crista” e reconhecer que não somos os únicos a fazer parte da criação divina. Devemos ter a hombridade de lutar pelo não sofrimento dos animais, pois ainda virá o dia em que, boquiabertos, assistiremos novas realidades comprovando a existência da Alma Animal,quem sabe?
..FÁTIMA BORGES
Colunista do site GREEPET. Professora de Português, Artista Plástica, Poetisa e Vice-presidente da ong DAAJ – Defesa Animal e Ambiental com Apoio Jurídico. Artista Plástica, Poetisa, Professora de teatro infantil e de português.
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cuidados com o Velhinho

Cuidados com o Velhinho
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A maioria dos cães e gatos começa a apresentar sinais de velhice entre os 5 e 7 anos. Ao contrário dos filhotes, que são sempre ativos e brincalhões, os cães velhinhos são mais calmos, gostam de um bom cochilo e não têm muita paciência para brincar e se exercitar. Dependendo do tamanho e da raça, a idade que os cães podem alcançar é de 8 a 16, 17 anos. O envelhecimento dos cachorros é muito semelhante ao dos seres humanos: o metabolismo fica mais vagaroso, a artrite chega, o sistema imunológico cai, a visão e a audição são prejudicadas, e o controle das funções excretoras se perde. Outra mudança está no temperamento do animal. Ele fica mais "rabugento", perde a disposição de antes para brincar e passa a se irritar com mais facilidade com crianças e cães mais jovens.
À medida em que envelhece, você notará mudanças na aparência e vitalidade dele. Como os humanos, os animais também ganham alguns "cabelos brancos". As necessidades alimentares também mudam. Eles costumam engordar com muito mais facilidade e é preciso controle na alimentação. O seu veterinário pode ajudá-lo a mudar a ração para um tipo especial, destinado a cães com mais idade.
VEJA OS SINTOMAS MAIS FREQUENTES DE UM CÃO NA TERCEIRA IDADE:
perda de dentes cegueira surdez artrite incontinência urinária obesidade problemas de pele perda dos sentidos
PERDA DE DENTES
Deve-se dar uma atenção especial à saúde bucal dos animais mais velhos. Com a idade eles começam a perder os dentes e a desenvolver mau hálito. Quanto mais cedo você cuidar dos dentes de seu cão, mantendo-os limpos e livres do tártaro, menor será a possibilidade dele vir a ter problemas bucais. As gengivites também se tornam mais comuns com a idade, dificultando a alimentação. Seu veterinário pode orientá-lo quanto à escovação e limpeza dos dentes, com escova e creme de dente próprios para esta idade.
CEGUEIRA
Um cão idoso com deficiência de visão deve ser auxiliado para se adaptar ao seu novo estilo de vida. Consultar o veterinário é importante para avaliar a extensão do problema de seu cachorro. Você pode ajudar o seu amigo avaliando as condições do ambiente e ajustando-as para melhor comodidade dele. Provavelmente o animal está habituado com a posição dos móveis da casa, portanto, mudar a mobília prejudicara o seu velho companheiro, fazendo com que ele dê algumas "trombadas", podendo até se ferir.
SURDEZ
O seu velho amigo provavelmente terá dificuldades na audição. Ele não atenderá com a mesma freqüência de antes aos seus chamados, parecendo não estar lhe escutando. O veterinário poderá constatar se o seu animal de estimação perdeu completamente ou parcialmente a audição. Caso seja confirmada a surdez, existem outras maneiras para se comunicar com ele, como através de sinais com as mãos e toques. Cães que perderam a audição não devem ser acordados subitamente, nem serem surpreendidos pelas costas, pois podem se assustar e ter reações violentas.
ARTRITE
A artrite pode fazer com que um cão idoso tenha dificuldades em fazer certos movimentos. Por exemplo, quando ele tenta se levantar e não consegue, principalmente quando em repouso por um longo período. Ele também pode começar a mancar enquanto caminha, necessitando de auxílio para entrar e sair de veículos e para subir escadas. Isso não significa que ele não poderá praticar exercícios, essenciais para o animal nessa fase da vida. Esses problemas de locomoção causados pelas dores podem ser aliviados com remédios receitados pelo veterinário.
INCONTINÊNCIA URINÁRIA
À medida em que o seu cão envelhece ele terá a necessidade de se aliviar com maior freqüência. Em alguns casos, o cão pode desenvolver uma incontinência urinária, sendo necessário forrar a cama dele com plástico ou material lavável. Manter um ambiente favorável para o seu cão idoso é muito importante.
OBESIDADE
É um dos maiores riscos à saúde no cão e gato idoso . A tendência dos animais idosos de engordar é o resultado da mudança no metabolismo, ao mesmo tempo em que o nível de atividade deles diminui. A obesidade não é um sinal de saúde, ao contrário, é bastante perigosa para as articulações, coração e outros órgãos do cão idoso. Você vai notar um aumento na intolerância ao frio e ao calor. Isto acontece porque o seu cão está produzindo menos hormônios que ajudam na manutenção da temperatura do corpo.
PROBLEMAS DE PELE
Com a idade avançada, os problemas de pele começam a aparecer devido à diminuição da elasticidade e o aumento do tempo para cicatrização de cortes e feridas. A queda de pêlos aumenta devido ao enfraquecimento dos folículos pilosos. O sistema de defesa da pele diminui permitindo o aparecimento de tumores.
PERDA DOS SENTIDOS
Na terceira idade, os sentidos como a visão, olfato, paladar e audição vão diminuindo gradativamente. Alguns animais se adaptam muito bem a estes problemas, embora o apetite diminua quando o paladar e o olfato se reduzem. É necessária uma dieta altamente nutritiva e balanceada. Algumas doenças dos olhos, como o glaucoma e catarata são mais comuns em cães idosos, bem como tumores e infeções. Se o animal não for castrado, vários problemas reprodutivos podem aparecer. Infeções no útero são particularmente comuns em cadelas idosas intactas, tanto em cães como em gatos. Nos machos podem aparecer tumores nos testículos e na próstata. O animal idoso vai permanecer fértil mesmo em idades avançadas, e gravidez nesta idade é altamente perigosa.
NUTRIARA


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O luto na morte de animais de estimação

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Possuir animais de estimação é uma atividade muito comum entre os humanos, e as pessoas dedicam muita afeição e dinheiro a eles. Vários exemplos como oferecer recompensas quando eles são perdidos, pagar por cuidados médicos, comprar-lhe presentes, alimentá-los e até mesmo disputar sua guarda judicialmente mostram a importância do apego emocional dos donos com seus animais de estimação (Archer, 1996).
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Há poucos estudos sobre a relação humanos e animais de estimação em termos de apego, um conceito elaborado por Bowlby e usualmente aplicado para relações próximas entre membros da mesma espécie, incluindo humanos. O apego remete à formação do vínculo com as pessoas e às características das interações sociais vivenciadas entre elas.
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Katcher e colaboradores (1983, citado em Archer, 1996) construíram um questionário contendo sentenças que indicavam um possível apego com um cachorro de estimação, como, por exemplo, carregar a fotografia do cachorro, deixá-lo dormir em sua cama, freqüentemente falar e interagir com ele, e defini-lo como um membro da família. Os dados indicaram altos níveis de apego entre donos e seus cachorros. Quase a metade definia seu cachorro como um membro da família, 67% carregava uma fotografia dele em sua carteira, 73% deixava eles dormirem em sua cama e 40% comemorava o aniversário do cachorro. As mulheres apresentaram um apego mais forte com seus animais do que os homens.
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Um outro estudo mais elaborado, feito por Archer e colaboradores (citado em Archer, 1996), também mostrou forte apego por parte de muitos donos, com uma considerável proporção endossando itens tais como ver o animal como uma importante parte de suas vidas e como aquele que promove um senso de conforto.
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Estudos sobre as reações à perda de um animal de estimação mostram como é forte o apego desenvolvido. Usando o modelo da teoria de apego (Bowlby, 1969, 1973, citado em Archer, 1996), Parkes (1986, citado em Archer, 1996) se referiu ao pesar de perder um animal de estimação como o custo de perder uma pessoa amada. O processo de luto envolve angústia e pensamentos e sentimentos que acompanham o lento processo mental de se despedir de uma relação estabelecida. Evidências sistemáticas indicam que há claros paralelos entre as variadas reações que as pessoas apresentam seguidamente à perda de um animal de estimação àquelas sentidas por uma perda de um relacionamento entre humanos (Archer, 1996). Várias investigações específicas de luto seguido à perda de um animal de estimação têm sido feitas.
Há estudos que tendem para uma descrição mais qualitativa, mostrando paralelos entre o luto seguido da morte de um humano e da morte de um animal de estimação. Stewart (1983, citado por Archer, 1996) relatou que uma minoria de sua amostra (18%) ficou tão perturbada que foi incapaz de continuar com sua rotina normal, e um terço descreveu si mesmos como muito angustiados. Dunn e colaboradores (1992, citado por Archer, 1996) estudaram uma amostra de aproximadamente 1.000 donos de animais de estimação aflitos nos Estados Unidos e encontrou que o luto foi breve, porém intenso. Tristeza ainda era aparente em metade da amostra um mês após a perda, e choro e culpa em aproximadamente um quarto.
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Archer e Winchester (1994, citado em Archer, 1996) incorporaram aspectos da reação de luto conhecidas de estudos de luto por perdas humanas (Parker, 1986, citado em Archer 1996) em um questionário de 40 itens, que foi completado por 88 britânicos que haviam perdido um animal de estimação no ano antecedente. Muitos itens foram endossados pela maioria da amostra: por exemplo, 74% disseram que seus pensamentos voltavam e voltavam para a perda do animal de estimação, e 60% disseram que se sentiram atraídos por animais que lembravam o animal perdido. Contudo, comparado com o que podemos esperar no caso de aflição humana, havia uma proporção menor de pessoas que se sentiram depressivas ou ansiosas ou nervosas como um resultado da perda.
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Similarmente, em uma pesquisa com grande amostra de casais de meia idade nos Estados Unidos, Gage e Holcomb (1991, citado por Archer, 1996) encontraram que a morte de um animal de estimação é percebida como menos estressante que a morte de um parente ou amigo próximos. Em outra amostra grande, com pessoas idosas nos Estados Unidos, Rajaram e colaboradores (1993, citado por Archer, 1996) encontraram que a morte de um animal de estimação foi associada com índices de depressão bem menores do que nos casos de morte de uma pessoa significativa, como o cônjuge.
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Em contraste, dois outros estudos nos Estados Unidos que usaram uma versão adaptada das escalas usadas para verificar o luto humano (The Grief Experience Inventory [GEI]; Sanders et al, 1985; citado em Archer, 1996) encontraram que os níveis seguidos da perda do animal de estimação são comparáveis àqueles encontrados após a perda de um ser humano amado. Drake-Hurst (1991, citado por Archer, 1996) comparou as respostas de luto de pessoas que haviam perdido um animal de estimação com aquelas que haviam perdido um cônjuge e não encontraram diferenças significativas em 9 de 12 escalas GEI. Gerwolls e Labott (1994, citado por Archer, 1996) fizeram um estudo longitudinal do luto seguido à perda do animal de estimação e encontraram valores comparáveis com figuras de modelos de perda de um dos pais, do filho ou cônjuge (Sanders et al, 1985, citado por Archer, 1996).
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Archer e Winchester (1994, citado por Archer, 1996) projetaram uma avaliação grosseira do apego emocional com seus animais de estimação e encontraram paralelo com o escore total de luto obtido de um questionário. Outros estudos (Gerwolls e Labott, 1994; Gosse, 1989; Gosse e Barnes, 1994, citado em Archer, 1996) também encontraram a avaliação da intensidade do apego com o primeiro animal de estimação como preditora de medidas de intensidade de luto. Esses achados dão apoio à posição geral de Parker de que a intensidade do luto indica a intensidade do apego - em outras palavras, o custo do relacionamento.
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Essas são evidências de várias fontes de que o apego com animais de estimação pode ser intenso, e quebrar esse laço pode, em vários casos, induzir a uma reação de luto de severidade comparada à perda de uma relação humana próxima (Archer, 1996). Apesar de o luto seguido à perda de um animal de estimação ser comumente severo, Baydak (2000) considera que ele não é largamente reconhecido em nossa sociedade. Ele seria um luto não-autorizado, entendido como o luto que uma pessoa vive quando tem uma perda que não pode ser abertamente reconhecida, chorada publicamente, ou socialmente apoiada.
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Para Baydak, quando a perda está de acordo com as normas sociais, o luto individual é suportado pela rede social, o que facilita tanto o processo de luto quanto a coesão social. Quando isso não acontece, e a sociedade não reconhece e nem legitima o luto, as reações de estresse podem ser intensificadas, e os problemas relacionados ao luto podem ser exacerbados. Em caso de animais de estimação, normalmente frases como “Era só um cachorro...” mostram esse não reconhecimento. A morte do animal é tratada como um acontecimento trivial e de pouca importância.
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Baydak fala também que além do luto social não-autorizado existe o luto intrapsíquico não-autorizado. Nós internalizamos crenças, valores e expectativas sociais. Está implícito no comentário “Era só um cachorro...” que os animais não são dignos de luto e a noção de que há algo inerentemente errado com alguém que entra em processo de luto após a morte de um animal. Assim, quando um animal de estimação morre, muitos donos estão totalmente despreparados para a intensidade de seu luto, e ficam embaraçados e com vergonha dele. A sociedade tende a dar mais suporte à criança que perde um animal de estimação do que a um adulto.
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Até agora se falou em luto de adultos, mas e as crianças? Corr (2003) estudou livros infantis que contam histórias de morte de animais de estimação. Sua atenção foi para como é tratado esse tema nesses livros. Ele diz que os animais de estimação são importantes para as crianças por muitas razões: eles servem como amigos, companheiros de brincadeiras, e fonte de amor incondicional. Além disso, os animais de estimação ajudam a ensinar às crianças sobre as responsabilidades que estão envolvidas em cuidar de uma outra criatura viva. E também, por causa do ciclo de vida mais curto deles, os animais de estimação podem ensinar às crianças importantes lições sobre perda, morte e luto.
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Corr achou, nos livros infantis que pesquisou, que a relação entre uma criança e seu animal de estimação é tratada como algo muito importante, e a perda do animal é um evento muito significativo. Os livros costumam também passar a idéia de que é importante a criança viver a experiência e expressar o luto, e que rituais podem ajudar a comemorar a vida do animal que já foi perdido. Outras questões comumente tratadas nos livros são o tipo de morte do animal (natural, por eutanásia ou acidental), se é ou não desejável adquirir outro animal logo após a perda de um, e questões envolvendo a reflexão do que é a vida e do que é a morte.
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Kaufman & Kaufman (2006) consideram que o luto infantil normalmente inclui conseqüências imediatas e no longo prazo, tais quais depressão, ansiedade, retraimento social, distúrbios comportamentais e queda no rendimento escolar. A perda do animal de estimação não é menos importante, porque freqüentemente ele é considerado pela criança como membro da família. Para eles, a sociedade não reconhece sempre o significado do luto do animal de estimação para a criança - assim como já falamos em relação ao adulto - o que pode resultar em um luto não resolvido. Esses autores enfatizam que os pais precisam não considerar a morte do animal de estimação como algo trivial. Os pais devem apreciar o papel que o animal tem na vida da criança e assistir às crianças em variadas formas de expressão de sua dor, seja verbalmente, artisticamente (através de desenhos, por exemplo) ou na escrita.
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Referências
Archer, J. (1997) Why do people love their pets?
Evolution and Human Behavior, v. 18, p. 237-259.Baydak, M.A. (2000).
Human grief on the death of a pet.
National Library of Canada, Faculty os Social Work.
University of Manitoba.Corr, C.A. (2003).
Pet Loss in death-related literature for children.
Omega, 48 (4), 399-414.Kaufman, K.R.& Kaufman, N.D. (2006).
And then the dog died. Death Studies, 30 (1), 61-76.Kovács, M.J. (1992).
Morte e desenvolvimento humano.
Casa do Psicólogo.


Pessoas não dão importância à dor da perda de um pet



Pessoas não dão importância à dor da perda de um pet
Segundo psicólogo americano, o assunto é mais significante do que parece
Por Adriana Mori
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O Dr. Lachman diz que a morte de um animal de estimação é uma perda verdadeira e a dor deve ser respeitada. “As pessoas sofrem proporcionalmente ao que amaram o animal. Perdas muito grandes podem demorar de seis meses a quatro anos para serem superadas”, diz Lachman. Para ele, a sociedade em que vivemos lida com o medo da morte negando-a, o que piora o sofrimento causado pela perda. Para quem está sofrendo com a partida de um pet, o psicólogo dá algumas dicas. “Perder, sofrer, curar, entender, tudo faz com que aprendamos e cresçamos como pessoas”, diz Lachman.
- Extravase seus sentimentos
- Proteja-se em um casulo emocional
- Descanse bastante, perder alguém importante cansa bastante
- Respeite a importância de sua perda
- Seja paciente com o processo de aceitação de sua perda
- Não pare de se alimentar
- Coloque as coisas em perspectiva e leve seu sofrimento a sério
- Procure pessoas que compreendam sua situação ou que estejam vivendo a mesma situação para conforto
Conheça as fases do luto
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Segundo Jennifer Marshall, conselheira expert em lidar com a perda de pets, a dor pela morte de um animal de estimação pode ter diferentes estágios. A perda começa no momento em que o pet morre e vem acompanhada pelo sentimento de impotência que pode durar de horas a semanas. É um período descrito normalmente como “irreal” (vivido, por exemplo, por quem opta por eutanizar seu animal). Pessoas nessa fase podem ter idéias confusas, indiferença, pensar em suicídio, sentir-se impotente, euforia ou histeria, sentir-se fora de seu corpo, ficar subitamente falante demais e negar a perda. Quando a saudade do bicho que se foi aperta muito, passamos para a fase de procura. Nesse estágio, o dono se ocupa com pensamentos do animal morto, sonha com ele e chega a ver ou ouvir o bicho chamando. Sentimentos comumente descritos são tristeza, medo, raiva, irritabilidade, culpa e carência. Às vezes a raiva não é direcionada à perda, mas sim a alguém da família, o veterinário, a si mesmo ou a Deus. A pessoa pode de repente ter uma crise de choro e fisicamente, pode ficar doente, sentir dor e ter alterações bruscas de peso, cansaço e mudança no apetite. Na fase de desorganização, acontece a volta e a adaptação à vida sem o pet, o que pode causar um pouco de confusão, já que a pessoa necessita avaliar e aprender novas formas de organizar a vida (por exemplo, como preencher aquele espaço vazio sem que alguém venha cumprimentar pelo “progresso”). As pessoas que sofrem se esquecem que a dor é um processo e por meio dele, aprende a lutar contra ela. O pet que se foi não será esquecido, mas o dono aprende a viver com essa perda e reorganiza sua vida. A intensidade da dor diminui e as pessoas descobrem que elas ainda podem comer e dormir, até ter novos pets. A tristeza e as lágrimas podem acontecer, bem como as alegrias de ter de novo um pet em casa.
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Apoio garantido
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Nos Estados Unidos, existem grupos especializados em dar apoio psicológico a pessoas que perderam seus pets. A American Pet Loss and Bereavement (www.aplb.org), entidade sem fins lucrativos que reúne conselheiros especializados em lidar com a dor da perda de animais de estimação. “Trata-se de um serviço muito importante, pois se a conexão entre o proprietário e o pet era forte, o sofrimento causado pela morte do animal é muito intensa e se não tratada, o trauma pode trazer sérias conseqüências. No caso de deficientes, essa perda é ainda mais crítica”, diz Cheryl Nahas, conselheira responsável por cães de serviço da APLB.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Céu e Inferno

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“Um homem, o seu cavalo e o seu cão, caminhavam por uma estrada.
Depois de muito caminhar, esse homem deu-se conta de que ele, o seu cavalo e o seu cão tinham morrido num acidente. Por vezes, os mortos levam tempo para se dar conta da sua nova condição...A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água. Numa curva do caminho, avistaram um portão todo magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça, calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina. O caminhante dirigiu-se ao homem numa guarita onde guardava a entrada.
Bom dia, ele disse. - Bom dia, respondeu o homem.- Que lugar é este, tão lindo? Perguntou ele.- Isto aqui é o céu, foi a resposta...- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem.- O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte. - O meu cavalo e o meu cachorro também estão com sede.- Lamento muito, disse o guarda. Aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desapontado porque a sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando os seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho. Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi-aberta. A porteira abria-se para um caminho de terra, com árvores dos dois lados, que lhe faziam sombra.Á sombra de uma das árvores, estava deitado um homem, com a cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava a dormir:
- Bom dia, disse o caminhante. – Bom dia, disse o homem.- Estamos com muita sede, eu, o meu cavalo e o meu cachorro.- Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar.- Podem beber à vontade. - O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.- Muito obrigado, disse ele ao sair.- Voltem quando quiserem, respondeu o homem.- A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar?- Céu, respondeu o homem.- Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu!- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno. O caminhante ficou perplexo.- Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões.- De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles até nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos..."



O Coelho e o Cachorro

De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que tem um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu o caso. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Lembrou?
Agora pintou uma nova. Simplesmente genial. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Vianna, bairro da classe média alta em São Paulo, semana passada.
Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O doido comprou um pastor alemão. Papo de vizinho:
- Mas ele vai comer o meu coelho.
- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.
E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes.
Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso foi na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Pasmo.
Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto. Quase mataram o cachorro.
- O vizinho estava certo... E agora, meu Deus?
- E agora?
A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam. O cachorro rosnando lá fora, lambendo as pancadas.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
- E você cala a boca, porra!
Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível. Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal.
Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas como convém a um coelho cardíaco.
Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido e os gritos das crianças. Descobriram! Não deu cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho... O coelho...
- O quê que tem o coelho?
- Morreu!
Todos:
- Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem...
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi. Antes da gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal!
***
A história termina aqui, neste domingo de páscoa, de noite. O que aconteceu depois não interessa. Nem ninguém sabe.
Mas o personagem que mais me cativa nessa história toda, o protagonista da história, é o cachorro.
Imaginem o pobre do cachorro que, desde sexta-feira procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar, descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado.
O cachorro é o herói. O bandido é o dono do cachorro. O ser humano. Sim, nós mesmos, que não pensamos duas vezes. Para nós o cachorro é o irracional, o assassino confesso. E o homem continua achando que um banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal desconfiado que tem dentro de nós.
Julgamos os outros pela aparência, mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Maquiada.
Coitado do cachorro. Coitado do dono do cachorro. Coitado de nós, animais racionais.
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ISTO É
1998



domingo, 16 de agosto de 2009

Oração da Paz




Oração da Paz
Oração de S. Francisco de Assis
Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Amém








Saudação à Virgem Maria



Saudação à Virgem Maria
(S. Francisco de Assis)
Salve, ó Senhora Santa, Rainha Santíssima,
Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja,
eleita pelo Santíssimo Pai celestial,
que vós consagrou por seu Santíssimo edilecto Filho e o Espírito Santo Paráclito.
Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem.
Salve, ó palácio do Senhor!
Salve, ó tabernáculo do Senhor!
Salve, ó morada do Senhor!
Salve, ó manto do Senhor!
Salve, ó serva do Senhor!
Salve, ó mãe do Senhor!
E salve vós todas, ó santas virtudes derramadas,
pela graça e iluminação do Espírito Santo,
nos corações dos fiéis, transformando-os de infiéis
em fiéis servos de Deus!
Amém.










quinta-feira, 13 de agosto de 2009

ADOCEI MINHA VIDA COM MEL


ADOCEI MINHA VIDA COM MEL
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Se algum tempo atrás alguém me dissesse que eu seria "mãe" de um cachorro, eu com certeza nem iria rir da piada, pois seria de muito mau gosto. Morando numa casa grande, ter um cachorro seria comum, mas fui criada sem me apegar a animais, já que a posição oficial de meus pais é: "Não maltrate os animais. Mas não tenha animais em casa." Quando casei, meu marido também não se animou muito em ter qualquer animalzinho, e assim fomos vivendo. Quando meu segundo filho era ainda um bebê, não sei porque, tinha um incrível e inexplicável medo de cachorro. Além de "papai" e "mamãe", uma de suas primeiras palavras foi "carrorro", dita inevitavelmente de maneira apavorada, e acompanhada de uma rápida carreira e subida no colo de quem estivesse mais acessível. Preocupados com isso, resolvemos que teríamos um cachorro, para tentar quebrar esse bloqueio de Abelzinho com "carrorros". Compramos uma cadelinha pincher miniatura, número 00, isto é, a menor que existia. Pepita era tão pequena, que seu pratinho era uma tampa de nescafé. Mas apesar de aceitar Pepita, parecia que ela não era "carrorro", e ele continuava com seu medo incondicional de qualquer outro cachorro. Os outros habitantes da casa tratavam Pepita com respeito, mas não com carinho, seguindo a lei de não maltratar, mas além de dar banho e alimentar, o máximo que eu fazia era passar meu pé nela, fazendo um carinho.
É claro que a estada de Pepita em nossa casa não durou muito. Uma amiga que se propôs ficar com ela durante nossa viagem anual de férias a Recife, para a casa de meus sogros, terminou ficando com ela para sempre, pois em sua casa Pepita tinha um lugar especial no sofá para assistir televisão, dormia no quarto e comia na mesa. Eu jamais faria isso, então não tive coragem de tirá-la de tão boa vida e trazê-la para um lugar onde ela teria cuidado, mas não amor. Algum tempo depois, com o objetivo de vigiar a casa, adquirimos um casal de fox paulistinha, Pongo e Pepita (a criatividade na escolha de nomes limitava-se ao filme "101 Dálmatas"!). Esses conseguiram um pouco de afeto, mas moravam num canil, especialmente construído para eles. Abelzinho chamava Pongo de "meu cachorro", mas não descia da cadeira ou de um tamborete se o "cachorro dele" estivesse solto. A Segunda Pepita teve 7 ninhadas de 5 cachorrinhos cada. Todos os nossos amigos que quiseram foram presenteados com lindos filhotinhos brancos de manchas pretas, que certamente em suas casas tinham mais regalias do que seus pais. Em uma época, tínhamos 6 fox paulistinhas (4 em casa e 2 na roça), e mais uma Dálmata , Prenda, e um Rotweiller, Big Doo. Todos em seus devidos lugares, com suas carteiras de vacinação em dia, banhos semanais e nada além disso. E eu me considerava uma expert em cachorros. Eu tinha 8! Sabia cuidar de filhotinhos recém-nascidos, meu marido aprendeu a cortar a cauda dos pequenos e até a dar injeções.
Mas durante o ano 2000, meus filhos tiveram aulas de artes no ateliê de uma artista, minha colega, que tinha um casal de Yorkshires, Boris e Lara. As crianças logo se apaixonaram por eles, e surpreendentemente o medo de Abelzinho não existia quando era para brincar com os cachorrinhos de tia Marlove. Mas Aline, minha filha mais velha, foi quem mais se afeiçoou ao casalzinho, tanto que conseguiu da professora a promessa de que quando Lara tivesse filhotes, conseguiria um para ela. Eu tinha um certo receio até do que isso poderia custar, pois não havia ficado claro se seria dado ou vendido. Mas o tempo passava, e nada de Lara ter filhotinhos. Até que em 18 de outubro de 2001 chegou o tão esperado presente. Antes mesmo de conhecê-la, começamos a pensar no nome, e após muitas sugestões, resolvemos que seria Mel, porque os pais eram cor de mel, e este nome certamente combinaria com ela. Fui com meu marido buscá-la, enquanto as crianças estavam na escola. Que decepção! Não era cor de mel! Parecia um filhote de Rotweiller, toda preta, com parte da cabeça amarelada em nada parecida com os pais, que tinham pelos longos e claros. Creio que nossa decepção foi evidente, pois Marlove repetiu várias vezes que ela iria mudar a pelagem, e clarear...
Desde a promessa da vinda de Mel, já havia um trato feito, de regras não negociáveis: Eu permitiria a presença de um cão "doméstico", desde que ele fosse ensinado a fazer suas necessidades em local determinado, e se fizesse fora de lugar, Aline e Abel limpariam imediatamente e sem reclamar. Ela jamais entraria no meu quarto e nem subiria nos sofás (nada pior do que uma casa com cheiro de cachorro nos sofás e camas). Iria comer apenas ração, nada de "comida de gente". Mas Mel veio mesmo para revolucionar nossas vidas. Todos os nossos conceitos sobre relacionamento com cachorros, e os limites que deviam ter foram mudados. Pra começar, eu me vi chamando: "Vem com a mamãe, Melzinha!" Continuo exigindo o cumprimento das regras, e ela não entra mesmo no meu quarto nem sobe nos sofás, ou pelo menos não fica, porque quando sobe é intimada a descer imediatamente. Infelizmente ela não aprendeu a usar o jornal como banheiro, e volta e meia alguém grita: "cocô!" ou "xixi!" indicando que acabou de pisar em um deles! Mas os responsáveis limpam sem nojo e rapidamente. Aline tem até um chavão para quando recolhe o "serviço" com papel higiênico: "peguei um quentinho, saído do forno!"
Para felicidade nossa, o medo de Abelzinho se foi completamente, e Mel o escolheu como seu preferido. Hoje nós não temos dúvida da razão: ela é viciada em chulé! Quando ele chega da escola, ela fica esperando, ansiosa, pela meia suada, que exibe como um troféu, e fica oferecendo para que tomemos, só para provar que é mais competente do que nós e não conseguimos tomar dela. O tênis dele é um travesseiro que provoca – imaginamos - viagens alucinógenas, por seu cheiro peculiar. E já descobrimos: Quando alguém chega aqui em casa e Mel fica cheirando o pé do visitante, o diagnóstico secreto para os membros da família é: Chulé! Até andando pela avenida beira-mar, às vezes passamos por algum completo desconhecido e ela muda de direção, acompanhando-o, e nós já sabemos: Chulé!Hoje sei que a escolha do nome foi mais do que apropriada. Mel adoçou o relacionamento entre meus dois filhos, hoje com 14 e 10 anos, que aprenderam que cada um tem seu espaço no coração dela e suas preferências de brincadeiras. Ela é mesmo uma doçura. Obedece ordens básicas como "senta", "deita" e "em pé", e mais do que isso, entende quando não queremos brincar, ou quando algum de nós está doente ou triste, deita-se ao lado, como que a dizer: "estou aqui, pode contar comigo". Há alguns dias precisei "guardá-la" (não podemos dizer "prendê-la", senão ela corre e é uma dificuldade conseguir pegá-la) porque tínhamos visitas que não gostavam de cachorro, e eu expliquei: "Mel, tia Cláudia não gosta de cachorrinho pulando nas pernas dela, então você vai ficar aqui quietinha. Quando ela for embora eu solto você". E sem reclamar ela ficou tranquila em seu quarto. Assim que minha amiga saiu ela latiu, pedindo por sua liberdade.
Uma de suas brincadeiras preferidas é "cabo de guerra" com uma meia suja ou com uma sandália de borracha. Ela traz a meia e fica oferecendo para que peguemos. Só que não entrega, e fica rosnando enquanto puxamos de um lado e ela do outro, e, acreditem: nós nos cansamos antes dela! Quando um cansa, ela leva para outro, até esgotar todos os presentes à sala. Trazer de volta algo que jogamos, também é algo apreciado. E ela se esforça ao extremo. Outro dia Aline jogou um de seus palitos de couro comestíveis, e ele caiu entre o sofá e a parede, ficando impossível de ser trazido de volta. Ela rodou pela casa e logo voltou... trazendo na boca um lápis, que tinha o formato semelhante ao do palito!Como uma característica da raça é o pêlo longo (que felizmente já está ficando claro), temos que escová-la pelo menos duas vezes por dia. Sinceramente, achei que não daríamos conta. A vida já é tão corrida... e gastar tempo penteando cachorro... mas inexplicavelmente Mel vive bem penteada, exibindo um "coqueirinho" no alto da cabeça com borrachinhas coloridas, lacinhos charmosos, e até teve um laço especial no Natal, vermelho com detalhes dourados. Hoje, na estréia do Brasil na Copa do Mundo, ela estava com duas borrachinhas: uma verde e outra amarela, participando da nossa torcida. Não posso negar que fiquei com pena dela, com o susto que tomou com nossos gritos na hora do primeiro gol! E talvez em represália ela mastigou a bandeira enquanto vibrávamos grudados na TV.
Eu me sinto a própria mãe coruja quando saio com ela para passear. É uma delícia responder perguntas do tipo: "Qual é a raça dela?" "Como é o nome?" "Ainda vai crescer?" E fico orgulhosa com os elogios! Tendo já trocado os dentes e acabado de passar pelo primeiro cio, já se tornou adulta, o que quer dizer que não crescerá mais. Seus 23 cm de altura e 45 cm da cabeça à cauda são uma maravilhosa fonte de alegria em nossa casa. Não ocupa muito espaço, não come muito, e a despesa que dá é mínima, tendo em vista o quanto nós lucramos com seu amor.
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Anabel Silveira Cavalcanti



Coisas que aprendi com meu cachorro

Semanas atrás, durante a madrugada, tive vontade de ir até o pátio da minha casa para respirar um ar fresco e observar as estrelas. Enquanto fazia isso, escutei o ronco do meu cachorro que dormia profundamente em sua casinha. Fui até lá e tive a interessante ideia de passar a mão em seu focinho, até que ele acordou repentinamente e, talvez não sabendo bem o que estava se passando, me deu uma mordida violenta. Por sorte eu puxei a mão na hora e o estrago foi pouco. Levando em conta que meu cachorro é da raça Rottweiler e tem três anos, você deve imaginar que tive muita sorte ou que perder a mão não estava escrito no livro da vida desta encarnação.
Enquanto eu observava os hematomas na minha mão, algo aconteceu, meu cachorro começou a me fazer carinho, como se nada tivesse acontecido poucos segundos antes. Foi então que eu percebi que meu cachorro é um ser iluminado!
Ele não se culpou pela mordida e nem me culpou por tê-lo importunado enquanto dormia tranqüilamente. E então eu percebi algo profundo: MEU CACHORRO SÓ VIVE NO AGORA!
Ele vive segundo por segundo e jamais trás o segundo anterior para o presente e nem perde o segundo atual projetando um provável futuro.
Meu cachorro está Universalizado e ele tem plena noção disso. Enquanto que nós, espíritos humanizados, raramente vivemos no presente, no agora, pois estamos constantemente trazendo o passado para o presente ou projetando o futuro enquanto deveríamos estar vivendo o agora. Quantas vezes fazemos algo e sofremos porque nos sentimos culpados por ferir alguém?
Quantas vezes as pessoas fazem algo conosco e sofremos porque achamos que elas queriam nos ferir?
Quantas vezes temos medo de ferir alguém?
Quantas vezes temos medo que alguém possa nos ferir?
Meu cachorro provavelmente conhece a lei do carma, ou seja, a justa reação a uma ação sentimental anterior. Ele deve saber que no Universo nada ocorre por acaso, e que ninguém pode ferir ninguém, a não ser se o espírito se sentir ferido. Por isso ele não está nem aí se eu gostei ou não da mordida. Naquele segundo a função dele no Universo era me morder. No segundo posterior era me dar carinho. Agora, se eu me sentir ferido ou não, o problema não é dele, mas meu. Ele apenas fez o que tinha que fazer para manter o equilíbrio do Universo.
Que tal levarmos isso para nossas vidas?
Quando você se sentir culpado por algum ato, pense que naquele momento a sua função no Universo era participar daquele ato, ser um agente carmático do outro. Não sofra com o ato, pois todo ato é neutro, ele jamais pode ferir um espírito ou o próprio Universo. O que vai determinar se um espírito vai ou não se sentir ferido com o seu ato é como ele vai se relacionar sentimentalmente com aquele ato. Lembre-se: viver não é uma atividade física, mas sentimental.
E não esqueça, se isso serve para você não se sentir culpado por nada que faça ou deixe de fazer aos outros, isso também tem que servir para que você não culpe ninguém por ter lhe feito algo que você julgou como ‘errado’, ‘mau’ e ‘injusto’.
Novamente, não seja um espiritualista ‘de araque’, aquele que vê Deus nas coisas que faz, mas o diabo nas coisas que os outros fazem ‘contra’ ele. Se você sempre está dando ao outro o que ele precisa receber como oportunidade de elevação espiritual, o outro também vai estar sempre lhe dando o que você necessita receber para elevar-se. Esta é a interdependência das coisas: espíritos vivenciando estorinhas ilusórias em comum onde só se sente ferido quem leva a sério demais este teatrinho e troca os pés pelas mãos, onde o ator se acha o próprio personagem. Nunca esqueça que o sofrimento é livre-arbítrio de cada um, assim como a felicidade. E isso independe de qualquer ato ou acontecimento.
abraços
Rafael BC
Filed under Universalismo na prática




terça-feira, 4 de agosto de 2009

Meu amigão se foi - E agora?



Meu Amigão se Foi ... E Agora?

Estou escrevendo pois acredito que todos os dias alguem perde um animalzinho de estimaçao,
e a dor é geralmenente tao grande que buscamos todos os tipos de consolo e a internet tem sido um meio facil e rapido.
Dia 29.06.05 minha ferret Pikku com 8 anos de idade se foi e deixou um enorme vazio. Hoje dia 04.07 resolvi escrever sobre a perda, pois os sentimentios ainda estao aflorados e com isso espero que os que leiam esta pagina se identifiquem e encontrem um pouco de paz no coraçao.
Encontrar o animal ja sem vida (como foi no meu caso), ter que decidir sobre a eutanasia, ver o animal ir embora nos seus braços ou ficar sabendo por familiares ou veterinario, independente de como seja a perda, ela é sempre dolorosa.
Mesmo que esperada, por exemplo quando o animal padece de alguma doença terminal.
Os sentimentos de culpa, tristeza, impotencia, raiva sao comuns.
Geralmente a perda começa com um choque, tudo parece surreal, como um pesadelo. Depois vem as duvidas:
„por que agora?“
„Porque o meu bebe“
Depois o sentimento de culpa :
..“devia ter feito mais“
devia ter ficado ao lado dele (a) „ se eu soubesse que ele (a) estava partindo“
Por que nao procurei outro veterinario „Depois bate a raiva :
“O remedio (ou a fata dele) matou meu bebe “ Aquele veterinario nao era competente“
„ Nao devia ter operado“
Ai vem uma tristeza que parece que nao tem fim:
tudo lembra o animalzinho, e tudo o que o (a) pertencia passa a virar reliquia : o paninho, a casinha, o brinquedo preferido, a coleira...e o cheirinho que ficou nos pertences do animal, sao um alivio para o coraçao.
A tristesa é tao profunda que nao se vontade de fazer nada, as tarefas diarias viram um martirio, ha alteraçao no sono e no apetite (pra mais ou pra menos). Um cansaço gigantesco toma conta do corpo e da mente.
Nesta fase meu conselho é: ouça seu coraçao extravase todos seus sentimentos da forma que você quiser. Chore se tiver vontade ou curta o silencio. Converse com pessoas que vao entender seus sentimento, ou se isole se você se sentir melhor. Nao deixe que ninguem te diga se esta certo ou errado ou o tempo que deve durar o seu luto. Nao ligue quando algumas pessoas que nao sao capazes de amar os animais vierem te dizer „ era so um bicho“!
So você sabe a ligaçao de amor que você e seu animal tinha, so você sabe o quanto o seu animal significava para você.
E nos que amamos os animais sabemos que eles sao capazes do nos amar e nos entender .
A perda de um animal é comparavel a perda de um ser humano e nao menos importante!
Aos poucos a vida vai voltando ao seu ritmo normal. Voltar as atividades diarias nao significa que voce esqueceu seu bebe. Você jamais o (a) esquecera pois o amor os conectou pra sempre!
Devagar a raiva e a tristeza vao dando lugar a saudade. Ja sera possivel ver as fotos ou olhar para a casinha ou o local onde ele (a) dormia, sem sentir aquela dor no coraçao.
Alguns rituais podem talvez ajuda-lo (a) no processo da perda, como por exemplo, fazer um altar com a foto do animal e acendar uma vela ou incenso.
Escreva sobre seus sentimentos e sobre os momentos bons que voces dividiram juntos.
Ou preste um tributo pessoal em nossa pagina. Faça o que seu coraçao mandar , o importante é que você se sinta sintonizado com seu animal
Para muitos, a esperança de que a vida sobrevive a morte e de que um dia em algum lugar você o (a) encontrara alivia o sofrimento.
Mas sera que os animais tem mesmo alma ?
Sera que eles reencarnam em seres humamos ou em outros animais?
Eu procurei em varios sites sobre reencarnaçao e alma do animal, mas as respostas nao me foram convincentes.
Cada religiao da uma explicaçao diferente :
As religioes ocidentais sao praticamente uninime em dizer que o animal possue uma alma coletiva ou alma grupo.Que nos seres humanos com nosso amor somos capazes de auxiliar essas almas a evoluirem pois „atenuamos“ o instinto selvagem do animal.
A evoluçao dos animais acontece lentamente mas um dia serao seres humanos. Porem nos seres humamos somos „especiais „ e jamais reencarnaremos como animais pois esses sao espiritos „inferiores“ ao do homem.
Nao tenho a intençao de ofender a religiao crença ou moral de ninguem. Cada pessoa encontra na sua crença a resposta que mais lhe convem.
Para os que como eu questionam a importancia do animal no mundo dominado pelos seres humaos, lançarei algumas duvidas para que possamos refletir juntos.
Ressalto novamente que nao tenho a intençao de ofender a religiao de ninguem. Sao duvidas que sempre acercaram meu coraçao.
Vamos la:
Nos possuimos a capacidade de fala e escrita e podemos espalhar nossas ideias pelo mundo afora, influenciando costumes. Num tempo distante onde a sociedade era patriarcal, a Terra era quadrada e os animais eram essenciais para a sobrevivencia do homem , quem escreveria algo para que o mundo lesse dizendo que nos somos seres humanos somos inferiores ou iguais aos aniamis ?
Por que a evoluçao tem que culminar no homem?
Porque somos inteligentes, temos disernimento do certo e do errado ?
E quem disse que os animais nao sao inteligentes?
Eles simplemente nao podem se comunicar verbalmente nem por escrita pra se defender .
Os animais que nao tem contato com o homem e nao sao amandos, nao terão a oportunidade de evoluir?
E as religioes que pregam que os animais sao sagrados como o Budismo, Hinduismo e o Xamanismo , nao merecem credito ?
Nestas religioes ate nos seres humanos podemos reencanar como um animal.
E por fazermos parte da mesma natureza, devemos respeita-los e reverencia-los.
Eu particularmente acredito que os animais sao como nos seres humanos, apenas num involucro diferente.
Nao compro a ideia de alma coletiva, pra mim cada animal é um ser impar com personalidade distinta.
Porem nao sou dona da verdade e nao tenho qualquer embasamento cientifico nas minhas afirmaçoes, quero apenas deixar aqui minhas duvidas e angustiasCabe a cada um procurar as respostas nas suas crenças seja ela qual for, refletir e tirar suas proprias conclusoes.

sábado, 1 de agosto de 2009

Oração do Animal de Estimação

Amada Deusa Mãe que a tudo permeia,
Sempre ampare o meu amigo amado.
Para que a sua presença seja sempre o meu refúgio, quando sentir medo e a solidão.
Que a Tua luz Senhora seja a força, para a calma do seu coração,
Não zangando-se comigo, na minha grande empolgação, quando o vejo retornar.
Não permitas que o alimento que sempre me serve, o carinho e o amor que me faz sentir tão feliz, ele venha por algum motivo se esquecer de mim.
Perdoe às vezes as suas impaciências,
Assim como eu o perdôo, lambendo-lhe suas mãos.
E fazes Senhora, que a voz do meu amigo, seja sempre um hino de acalento,
Me fazendo descansar profundo, quando deitado aos seus pés.
E se a idade avançada retirar dos meus olhos a luz do dia, ou os meus membros ficarem difíceis nas caminhadas,
Não deixes que meu amigo querido me desampare.
Dai a ele a paciência e o carinho que sempre me foram dedicados.
Para que eu possa levar no meu sono eterno, os agradecimentos,
E as saudades da grande felicidade de ser junto com ele, tão feliz.
Autor desconhecido