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ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS! Abraços fraternos!

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terça-feira, 27 de julho de 2010

MEU CACHORRO FIEL


MEU CACHORRO FIEL

Dentre as lembranças que trago dos meus tempos de piá,
Dos tempos que vivia lá no meu Passo do Valeiro,
Relembro um velho coqueiro, com seus coquinhos de mel,
A cumprir bem o papel que lhe deu a natureza;
E com saudade e tristeza o meu cachorro Fiel.

Esta a recordação mais forte, que trago daquele tempo:
Um cusco novo, ao relento, tapado de judiaria,
Tremendo na chuva fria, debaixo de raio e trovão,
Grunindo foi pra o galpão se achegando o guaipeca,
Talvez por saber o sapeca que criança tem bom coração.

Logo lá estava aquecido, ao pé do fogo de chão;
Deitado sobre um xergão tinha água, leite e comida.
Assim começava a vida um cachorro cuja história
Registra passagens de glória entre aqueles que o criaram,
Entre aqueles que o estimaram e o trazem vivo na memória.

E assim, com o passar dos dias, o cusquinho arrepiado
Foi pegando bom estado tornando-se um belo animal.
Na fuzarca era igual a qualquer guri. E o brinquedo
Que eu e todo o piazedo gostávamos mais de fazer
Era pô-lo pra correr no campo atrás de um pelego.

Nas campereadas ia junto, auxiliando a peonada;
Trazia rês desgarrada como se fosse um peão.
Apartava vaca e capão, pra consumo, na mangueira,
E na cura de bicheira, de terneiro ou de ovelha,
Firmava o dente na orelha até que ouvisse o grito “- eira!”

“É o melhor amigo do homem”, diz a máxima popular.
É mesmo de se pensar: será o ser humano capaz
De fazer o que ele faz? De ser leal, companheiro,
De se entregar por inteiro em função de uma amizade?
Um sentimento me invade ao lembrar o seu fim derradeiro.

Foi no banheiro de uma estância, lá um dia fomos brincar
De carrapatos matar, banhando o gado de osso.
E eu lá, na rampa do poço, a minha tropita banhava;
Um a um os meus bois mergulhava, quando sem querer resvalei;
Por socorro ainda gritei, mas não dava mais tempo pra nada.

Os outros, também piazitos, ficaram olhando, parados,
De olhos esbugalhados, com a idéia meio tonta;
Foi então que na outra ponta o Fiel como um raio apontou;
Numa corrida louca saltou em auxílio de seu amigo,
Que se encontrava em perigo. Meu cachorro, como um peixe nadou.

Nadou sentindo o veneno a lhe arder boca e focinho;
Mesmo assim mordeu o colarinho da camisa e foi me puxando,
Com muito esforço, nadando, até sair do outro lado.
Depois, apesar de cansado,  com ternura e carinho me olhava,
Enquanto eu, agradecido, afagava o seu longo pêlo molhado.

Mas de repente a surpresa: o meu cão amigo e valente
Começou a serrar os dentes e a babar agonizante.
Entendi, naquele instante, que o veneno engolido
Mostrava o seu efeito nocivo e matava, ali, meu herói.
Por isso ainda me dói lembrar o meu cachorro Fiel, e amigo!


Autor: José Itajaú Oleques Teixeira

Poesia  Por: José Itajaú Oleques Teixeira - Guará / DF
  Observações: Um misto de realidade e ficção, para demonstrar o grande vínculo de amizade existente entre o Homem e o seu melhor amigo: o cachorro!
Fonte:http://www.bombachalarga.org/

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