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ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS! Abraços fraternos!

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Adeus cãozinho desconhecido


Adeus cãozinho desconhecido

Estava ali na estrada, deitadinho no acostamento como se esperasse algo.
Ao passar, levantou sua cabeça e mesmo em alta velocidade pude ver seu olhar de aflição.
Voltei com o pensamento de que ele havia se perdido e eu encontraria seu lar.
Queria eu estar certo. Lá estava o cãozinho, já idoso, deitado, vendo todo seu sangue deixar seu corpo; simplesmente esperava a morte chegar, sofria em silêncio. Abaixei com receio que se assustasse, mas ele me olhou nos olhos e se pudesse falar teria me dito: Me ajude!
O peguei no colo e percebi que jamais alguém lhe dera carinho algum. Mesmo com muita dor ele me olhou nos olhos com toda sua ternura e gratidão.
No carro, em direção a um veterinário, ele gemia de dor. Estendi uma mão e ele apoiou sua pata com muita força, como se assim sua dor amenizasse. Conversei com ele, parecia que me entendia e lhe prometi que finalmente teria um lar e muito carinho. 
Após ser examinado foi encaminhado para uma cirurgia. Ele novamente me olhou nos olhos como se não quisesse que eu o deixasse ir, então disse: Vai com Deus, meu amigo. Te espero para apresentar seu novo lar, o nosso lar. Ele suspirou como se tivesse concordado.
O esperei ansioso, queria muito dar a ele o que nunca teve. Queria que soubesse o que era ter um lar, comida todos os dias e principalmente amor.
Ao me chamarem disseram que não havia mais o que ser feito, alguns órgãos foram rompidos e nada mais poderia salvar sua vida. Aproximei daquele cãozinho, até então desconhecido, ainda anestesiado, mas com seu coraçãozinho batendo. Senti sua respiração, segurei sua pata com a mesma força em que ele a apoiou em minha mão, como se minha dor fosse amenizar. Olhei para os veterinários com o mesmo olhar que o cãozinho me olhou, como se dissesse: Me ajudem!
Nada mais nos restava além de libertar meu novo amigo, deixá-lo correr no lindo gramado, onde nem a dor, nem a fome, nem o abandono existem. Deixei minhas  lágrimas caírem sobre seu corpo para que soubesse que embora nunca tivesse alguém que o amasse, teve em seu último momento alguém que se importou com ele, alguém que chorou sua morte.
Chegou o momento de sua partida, de sua libertação. Agora sei que está em paz, sua dor já não existe mais, não passará fome, nem sede. Não sentirá solidão, pois os anjos jamais irão lhe abandonar.
Fui embora com a certeza de que pelo menos naquele dia, aquele cãozinho teve o amor que lhe foi negado durante toda sua vida.
Adeus, amigo.

Autor desconhecido

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