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Papito
Essa coisa de viver o Luto é realmente dolorosa. Chego a pensar que ele esperou que eu desse o último adeus.
Lembro da primeira vez que o vi, era um resgatado, todo doentinho e frágil, que hoje, me coloca em mesma situação, porém, com dor maior, a dor da saudade.
Jamais esquecerei que te acalmava dormir em meu colo e que a sensação era a melhor do mundo ao te sentir ali, todo meu, perfeitinho do seu jeito manhoso e preguiçoso de sempre.
Eu era teu lar e você me retribuía no olhar... até minha raiva, as vezes, era convertida, e de uma maneira tão linda que só anjos são capazes de fazer, tudo em amor.
Você já deve ter percebido que eu nunca vou deixa-lo ir, ou talvez eu só não queira que vá.
Tanto aprendi, tanto amei, tanto cresci, tanto te mimei e agradeço aos céus por cada lindo momento que me fizeram evoluir, que me mostraram que nunca serei ou conhecerei criatura tão amável quanto foi.
Acredito que viva nos céus agora, rogo a São Francisco que o acolha de braços abertos, você sempre mereceu o melhor de mim e de todos.
Mamãe pra sempre amará, mamãe pra sempre lembrará!
Me espere bebê, creio que ainda vamos nos encontrar meu filhotinho de ternura.
Beatriz Batista































