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.ღ Saudade lembrada, saudade sentida, saudade hoje e para o resto da vida...saudade eterna! ღ

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ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS! Abraços fraternos!

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As homenagens são publicadas conforme a disponibilidade de tempo. Se ela chegar sem foto e mensagem não poderei publicar. As homenagens são publicadas conforme a ordem de chegada no e-mail.

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ღ NO MOMENTO AS HOMENAGENS ESTÂO SUSPENSAS! ABRAÇOS FRATERNOS!

quarta-feira, 31 de março de 2010

O gato que voltou


O gato que voltou

Alguns dizem que os animais não tem alma e são incapazes de ter emoções. Essas pessoas estão terrivelmente erradas. Animais são totalmente capazes de amar pessoas que são boas para eles, e podem mostrar esse amor de maneiras inesperadas e às vezes impossíveis. A minha história é uma prova disso.


Eu amo gatos. Meu filho sempre me falou que gatos, de algum jeito, sabem que eu vou ajudar eles quando estão doentes ou machucados. E de um jeito, talvez ele esteja certo. Gatos de rua aparecem na minha varanda, parecendo saber que eu vou alimentá-los e limpá-los antes de mandarem eles embora. Eu sempre tenho um pouco a mais de spray anti-pulgas, remédio para verme ou alguma pomada antibiótica para quaisquer necessidade médicas que os meus amiguinhos peludos possam ter. E as vezes aparece algum gato que fique um tempo conosco antes de ir embora. Essa história é sobre um desses. Ele veio da rua para as nossas vidas, e ficou tempo o suficiente para mudar totalmente o nosso modo de pensar.




Meu filho e eu vivíamos em um péssimo apartamento por cerca de 2 anos. O prédio ficava na periferia de uma cidade rural e bem próximo a alguma fazendas. Pessoas de uma cidade grande vizinha geralmente abandonavam animais que não queriam mais na nossa cidade, e as fazendas tinham bastante gatos no celeiro e cachorros. O nosso síndico (que era o dono do apartamento em que morávamos) odiava animais. Não era permitido ter animais no prédio, e ele era suspeito no desaparecimento de vários animais da vizinhança. Eu o ouvi uma certa vez se gabando de ter enxotado a tiro alguns gatos de rua e de soltar o cachorro de uma vizinha. Então sempre que um gato aparecia na nossa varanda, eu o alimentava e tratava dos seus ferimentos, mas não deixava eles entrarem por causa do síndico.


Depois de cerca de um ano morando lá, um gato todo preto começou a visitar o meu apartamento. Ele só vinha de noite, como se soubesse que assim não seria visto. O meu filho falou que já tinha visto o gato em uma velha casa a cerca de meio quilômetro de casa. Nós achamos que devia ser mais um gato abandonado por donos irresponsáveis, então o alimentamos e ocasionalmente limpávamos ferimentos de brigas e tirávamos carrapatos da pele dele. Aquele gato ficava ronronado e se esfregando nas nossas pernas para que nós fizéssemos carinho nele. Ele era uma animal adorável.

Normalmente nós não nos apegávamos muito aos gatos, com medo de que o síndico machucasse eles ou que nós fôssemos despejados. Mas nós abrimos uma exceção para esse gato. Ele era especial. Meu filho comprou para ele uma coleira rosa choque de nylon com um sino. Com uma caneta azul para tecido ele escreveu "Gato" na coleira e colocou no gato preto. Ele estava maravilhoso com a sua coleira nova, e o nosso relacionamento com ele estava maravilhoso. Nós tínhamos um gato para acariciar e ele tinha comida todas as noites, e ainda era livre para ser um gato e ir para onde ele quisesse. E o síndico não tinha nem idéia.



Nós decidimos que "Gato" era um bom nome para ele, ele não parecia querer algo mais chique. Somente Gato já estava bom demais. Gato continuou com a sua visita noturna por meses. Sempre que ficava escuro, ele começava arranhar a porta da varanda e a miar até que nós abríssemos a porta para ele entrar e ser acariciado. Se nós ficássemos fora de casa até tarde, ele esperaria na varanda até chegarmos, comia a sua comida, aproveitava alguns carinhos e seguia o seu caminho.


Alguns meses mais tarde, eu decidi voltar para a faculdade e nós tivemos que nos mudar do apartamento para morar com alguns parentes para cortar despesas. Meu filho não queria deixar Gato e me implorou para levarmos ele. Eu tive que ser firme com ele e dizer que não poderíamos levar um gato para a casa dos outros. Mas toda noite quando Gato visitava, eu podia sentir que eu fraquejava.

Então uma noite Gato não apareceu. Nós esperamos por ele por um tempo, então fomos para a cama. Ele não veio na noite seguinte e nem na outra.



No dia seguinte nós começamos a colocar todas as nossas coisas em um caminhão de mudanças alugado. Nós nos mudaríamos no dia seguinte de manha bem cedo. Meu filho e eu estávamos cozinhando o jantar pela última vez no apartamento. O fogão nunca tinha funcionado direito, e eu tinha que acender ele com um fósforo. Nós estávamos falando de como ia ser bom morar em um lugar onde o fogão funcionasse direito. Eu coloquei a pizza no forno e então sentamos na mesa da cozinha e começamos a jogar baralho esperando a pizza ficar pronta. A mesa, as duas cadeiras, os pratos de papel e os talheres de plástico eram tudo o que tinha sobrado no apartamento. O resto já estava todo no caminhão. Nós tínhamos planejado comer, dormir no chão da sala em sacos de dormir e depois ir no dia seguinte.


Um pouco depois que estávamos sentados na mesa, eu ouço o som familiar da porta da varanda sendo arranhada. "Gato!!!" o meu filho e eu pulamos das cadeiras e fomos para a sala para abrir a porta e saudar o nosso amiguinho peludo. Nós ficamos lá fora na varanda brincando com ele. "Nós estávamos preocupados com você!" o meu filho falou, enquanto gato esfregava a sua cabeça no rosto dele. Nós estávamos lá fora coçando as orelhas dele quando veio um grande clarão de dentro de casa junto com um estrondo. O fogão da cozinha tinha explodido!
Os bombeiros vieram e apagaram o fogo e a companhia de gás veio e fechou o encanamento. Vendo o velho fogão, o bombeiro falou que aquilo era um acidente esperando para acontecer. Nós tínhamos sorte por estarmos vivos. A mesa e as cadeiras da cozinha estavam totalmente queimadas. Se nó estivéssemos lá jogando baralho nós estaríamos com queimaduras graves, isso se não tivéssemos morrido na hora.



Enquanto os bombeiros estavam em casa, o meu filho estava em choque segurando Gato e coçando as suas orelhas. Se Gato não tivesse ali, meu filho ia estar marcado para o resto da vida com cicatrizes que pegariam o seu corpo todo, ou coisa pior.


Eu me decidi ali mesmo. Nós tínhamos uma velha gaiola para gato de quando nós tínhamos a nossa casa e animais, eu tinha guardado ele caso a gente precisasse algum dia. Estava no caminhão. Eu fui até lá e peguei ela.


"Coloque Gato ai dentro, nós vamos levar ele conosco" eu falei, enquanto o meu filho sorria animado, por não ter de deixar o seu amigo pra trás. O sino da coleira tocava enquanto o meu filho colocava Gato na gaiola e trancava a portinha.


O que tinha sobrado na cozinha do apartamento estava em ruínas, e o resto já estava no caminhão, então decidimos simplesmente ir embora naquela noite. A gaiola estava no banco entre meu filho e eu. Enquanto eu ligava o caminhão, eu coloquei o dedo dentro da gaiola e comecei a coçar a orelha de Gato. Eu podia ouvir ele ronronando.

"É Gato, você está vindo com a gente. Você salvou as nossas vidas." eu falei para ele. Nós nos despedimos dos vizinhos e fomos para a rua e continuamos até chegar a uma placa de "pare" que tinha na entrada da estrada.



Então eu vi algo que fez o meu sangue gelar. No acostamento da estrada tinha um gato preto atropelado. Eu falei para o eu filho ficar no caminhão e sai. O gato tinha sido atropelado a pelo menos uns dois dias, pois o corpo já estava em decomposição. Em volta do pescoço do gato tinha uma coleira rosa choque com um sino com as letras inconfundíveis do meu filho "Gato" em azul.


Eu estava em choque. Como Gato podia estar ali morto no lado da estrada, quando ele estava com a gente, com a coleira rosa e tudo, dentro do caminhão, dentro da gaiola?


Eu voltei para o caminhão. Eu abri a porta e entrei na cabine e olhei a gaiola.
Estava vazia.
Nós realmente acreditamos que Gato voltou para salvar as nossas vidas, e depois seguiu em frente para o paraíso dos gatos."



Rosana-RO




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domingo, 28 de março de 2010

Estrelinha Luppo

†15/04/2009

LUPPO


Meu anjo
Agora em 15 de abril...
serão 365 dias sem você,
minha saudade é tanto que acho que ao chegar em casa
vou encontrar vc na janela latindo e me esperando...
todos os 15 anos em que passamos juntos foram de total felicidade...
TE AMO

Neila

quinta-feira, 18 de março de 2010

Estrelinhas Flock e Teddy




    † 17/03/2010        † 18/03/2010

Flock   Teddy


                                                     Meus amiguinhos se foram...



Meus cães Flock e Teddy eram pai e filho!

Flock faleceu ontem (17/03) e Teddy hoje!

Que estejam brilhando no céu ao lado de São Francisco de Assis...



Eu amo vocês!


  Wellington

segunda-feira, 15 de março de 2010

ANJOS CANINOS



ANJOS CANINOS



"Existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas. Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para ver quem estava ali. Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor. Quem mais pode dar amor incondicional, amizade sem pedir nada em troca? Afeição sem esperar retorno, proteção sem ganhar nada, fidelidade vinte e quatro horas por dia? Ah, não me venham dizer que os pais fazem isso, porque os pais são humanos, se irritam, se afastam...

Um cão não se afasta, mesmo quando você o agride. Ele retorna cabisbaixo pedindo desculpa por algo, que talvez não tenha feito, lambendo suas mãos a suplicar perdão Alguns anjos não possuem asas. Possuem quatro patas, um corpo peludo, nariz de bolinha, orelhas de atenção, olhar de aflição e carência. Apesar dessa aparência, são tão anjos quantos os outros (aqueles com asas) e se dedicam aos seus humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se. Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão".
 
autor desconhecido

domingo, 14 de março de 2010

Estrelinha Igor




Igor




Este é Igor,

foi um maravilhoso cachorro, um anjo.

Morreu prestes a completar 10 anos, com a doença do carrapato.

Foi muito querido mesmo.

Que o Papai de Céu cuide dele.



Regina

segunda-feira, 8 de março de 2010

Estrelinha Daddy





†19/02/2010
Daddy



Não era meu cão,

mas de certa forma era de todos nós.

Um pitbull manso e equilibrado, que ajudava seu dono

a ensinar outros cães.

Morreu em paz, nos braços de seus donos, aos 16 anos de idade,

dia 19 de Fevereiro de 2010.



Daddy

agora não é apenas uma estrelinha,

mas, como em toda a sua vida,

uma Estrela-Guia para todos

os cães da Ponte do Arco Íris.

Sinto saudade dele, também..
Saudades...

Tereza

terça-feira, 2 de março de 2010

Estrelinha Dominique




DOMINIQUE



Minha querida Estrelinha Dominique...

saudades !!!



Cristina

domingo, 28 de fevereiro de 2010



Mensagens para os que estão na Ponte do Arco-irís


Esse cantinho é para vc deixar uma mensagem, sua saudade , seu carinho e gratidão!
Sem qualquer conexão a religião ou credo, é uma forma de nos unirmos em pensamento e vontade.

Que a alegria e excitação reinem quando rabos agitados e extasiados ronronados sentirem nossos carinhos mais uma vez. Que eles tenham certeza da gratidão que temos em nossos corações por sua lealdade e amor incondicional, pelos quais serão eternamente lembrados. Estamos separados por pouco tempo. O cordão de prata que nos liga através do tempo e do espaço jamais poderá ser quebrado.

Capelinha de São Francisco


(para deixar seu recado, é só clicar em comentários abaixo desta postagem)

Oração dos animais



Oração dos Animais



Senhor!


Venho te pedir pelo ser humano!


Venho te pedir por aqueles que ainda não descobriram a nossa missão na Terra........


Venho te pedir por aqueles que nos maltratam, e que não sabem que estão jogando fora a oportunidade de exercitar conosco o carinho de que mais tarde irão precisar........


Venho te pedir por aqueles que nos abandonam nas ruas, em abrigos, em latas de lixo...


Eles não sabem que estão plantando a semente do amanhã, e que mais tarde também irão sofrer o abandono na mão dos filhos, e que também irão amargurar em asílos.....


Venho te pedir por aqueles que nos acorrentam, nos amarram, sem comida e sem água. Não sabem que um dia estarão sedentos de amor, de carinho.


Venho te pedir, Senhor, por todos nós, seres de 2 ou 4 patas, que habitam este espaço terrestre.


Peço Senhor, que os humanos, possam finalmente aprender a grande lição que tentamos incansavelmente ensinar a todos eles: a do amor incondicional.

O Amor verdadeiro.

Olhe por nós!

Amém

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Como você pode?

Como você pode?


Quando era um filhote, eu o distraia com minhas travessuras e o fazia rir.



Você me chamava de sua criança e, apesar de um certo número de sapatos mascados e um par de almofadas destruídas, eu me tornei sua melhor amiga.



Sempre que eu fazia algo errado, você chacoalhava seu dedo para mim e dizia: "Como você pôde" - mas depois você se arrependia e me rolava no chão para me coçar a barriga.



Meu treinamento demorou um pouco mais do que o esperado porque você estava ocupado demais, mas, juntos, nós conseguimos dar um jeito...



Eu me lembro daquelas noites em que me aninhava a você na cama e ouvia suas confidências e sonhos secretos - e acreditava que a vida não poderia ser mais perfeita.



A gente fazia longos passeios e corridas no parque, andava de carro, e parava para um sorvete (eu ganhava só a casquinha porque "sorvete não faz bem para cães" você dizia) e eu tirava longos cochilos ao sol enquanto aguardava sua volta para casa ao final do dia.



Aos poucos você passou a gastar mais tempo no trabalho e com sua carreira e levava mais tempo procurando por uma companheira humana.
Eu esperei por você pacientemente, confortei-o em suas mágoas e desilusões, nunca o repreendi por suas escolhas ruins, e vibrei de alegria nas suas vindas para casa e quando você se apaixonou...



Ela, agora sua esposa, não é uma "apreciadora de cães" - ainda assim eu a recebi em nossa casa, tentei mostrar-lhe afeição, e a obedeci. Sentia-me feliz porque você estava feliz.



Então vieram os bebês humanos e eu reparti com você o entusiasmo. Eu estava fascinada por seus tons rosados, seu cheiro, e queria muito cuidar deles também. Mas ela e você tinham medo de que eu pudesse machucá-los, e eu passei a maior parte do tempo sendo banida para outra sala, ou para a casinha de cachorro..



Oh, como eu queria tê-los amado, mas eu me tornei uma "prisioneira do amor."



À medida que foram crescendo, me tornei amiga deles. Eles se agarravam ao meu pêlo e se levantavam sobre perninhas trôpegas, enfiavam os dedos em meus olhos, examinavam minhas orelhas, e davam beijos em meu nariz. Eu adorava tudo isso, e o toque de suas mãozinhas - porque o seu toque agora era tão raro - e eu os teria defendido com minha própria vida, se fosse preciso.



Eu me esgueirava para suas camas e escutava suas inquietações e sonhos secretos, e juntos esperávamos pelo barulho de seu carro no caminho.
 
Houve um tempo, quando alguém perguntava se você tinha cachorro, em que você tirava uma foto minha de sua carteira e contava histórias sobre mim. Nos últimos anos você apenas respondia "sim" e mudava de assunto.



Eu passei de "seu cão" para "apenas um cachorro" e você reclamava de cada gasto que tinha comigo.



Agora você tem uma nova oportunidade de carreira em outra cidade , e vocês irão se mudar para um apartamento onde não permitem animais. Você tomou a decisão acertada para sua "família", mas houve um tempo em que eu era sua única família.



Fiquei excitada com o passeio de carro até que chegamos ao abrigo de animais. O local tinha cheiro de gatos e cães, de medo, de desesperança. Você preencheu a papelada e disse "Sei que vocês encontrarão um bom lar para ela"... Eles deram de ombros e lançaram a você um olhar compadecido. Eles compreendem a realidade que espera um cão de meia idade, mesmo um com "papéis".



Você teve que desgarrar os dedos de seu filho de minha coleira enquanto ele gritava "Não, papai! Por favor, não deixe que levem meu cão!". E eu me preocupei por ele, e com a lição que você tinha acabado de lhe dar sobre amizade e lealdade, sobre amor e responsabilidade, e sobre respeito por todo tipo de vida.
 
Você deu um afago de adeus em minha cabeça, evitou meu olhar e, polidamente, recusou levar minha coleira e guia com você. Você tinha um tempo-limite para encarar e agora eu também tenho um.



Depois que você partiu as duas simpáticas senhoras que o atenderam comentaram que você provavelmente soube meses atrás da mudança que ocorreria e não fez nenhuma tentativa de encontrar um novo lar para mim.



Elas sacudiram a cabeça e disseram "Como você pôde?".



Elas são tão atenciosas para nós aqui no abrigo quanto seus ocupados horários permitem. Elas nos alimentam, é claro, mas eu perdi meu apetite dias atrás. De início, sempre que alguém passava pelo meu alojamento, eu corria para a frente, na esperança de que fosse você - que você tivesse mudado de idéia - que isto fosse tudo um sonho mau.... ou eu esperava que ao menos fosse alguém que se importasse, alguém que pudesse me salvar.



Quando percebi que não poderia competir com os alegres filhotes, inconscientes de seus próprios destinos, nas brincadeiras para chamar atenção, afastei-me para um canto distante, e aguardei.



Ouvi seus passos quando ela veio até mim ao final do dia, e a segui ao longo do corredor para uma sala separada. Uma sala deliciosamente silenciosa. Ela me colocou sobre a mesa, acariciou minhas orelhas, e disse-me para eu não me preocupar. Meu coração se acelerou na expectativa do que estava para vir, mas havia também uma sensação de alívio. A prisioneira do amor havia esgotado seus dias.
 
Como é de minha natureza, estava mais preocupada com ela. O fardo que ela carrega é demasiado pesado, e eu sei disso, da mesma maneira que conhecia cada um de seus humores. Ela gentilmente colocou um torniquete em volta de minha perna dianteira, enquanto uma lágrima corria por sua face. Lambi sua mão do mesmo modo como costumava fazer para confortar você há tantos anos.



Ela habilmente espetou a agulha hipodérmica em minha veia. Quando senti a picada e o líquido frio se espalhou através de meu corpo, deitei a cabeça sonolenta, olhei dentro de seus olhos gentis e murmurei "Como você pôde?".



Talvez por ter entendido meu linguajar canino, ela disse "Sinto tanto!", abraçou-me e apressadamente explicou que era seu trabalho fazer com que eu fosse para um lugar melhor onde não seria ignorada, ou maltratada ou abandonada, nem ter que me virar para sobreviver - um lugar de amor e luz, tão diferente deste lugar terrestre.



E com minha última gota de energia tentei transmitir -lhe com uma sacudidela de minha cauda que meu "Como você pôde?" não era dirigido a ela.



Era em você, Meu Amado Dono, que eu estava pensando. Pensarei em você e esperarei por você eternamente.

Possa alguém em sua vida continuar a demonstrar-lhe tanta lealdade.

Autoria: Jim Willis

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Alma de Cão

                                                         “ALMA DE CÃO”



“O cão deve ter, algures dentro de si, uma Alma



onde, com o seu orgulho, enterra todas as suas dores e mágoas (…) Ele amará, mesmo que não seja amado, e servirá, mesmo que seja maltratado, e uma palavra carinhosa bastará para apagar da sua memória os maus momentos sofridos.” – Do poema “A Dog’s Soul” (a alma de um cão) – Autor desconhecido







“Para podermos apreciar devidamente a companhia de um cão, não devemos apenas treiná-lo de forma a tornar-se semi-humano; o que verdadeiramente faz sentido, é mantermo-nos abertos à possibilidade de nos tornarmos nós, em parte… cão!” – Edward Hoagland

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Uma Oração a São Francisco


ORAÇÃO A SÃO CHIQUINHO


Meu São Francisco tão simplesinho de coração com tanto carinho
venho pedir que nunca, jamais, deixe sozinhos meus animais.
guarda meus cães no céu encantado sempre que for por eles chamado.

Não posso mais, meu São Chiquinho, cuidar dos bichos do meu caminho que estão agora perto de ti,
então, te peço, do mundo aqui, que corra e brinque junto com eles no céu dos cães,
e também que aqueles Anjos-guardiões que te auxiliam levem meus cães a passear aonde iam quando contentes junto comigo.

Providenciem sempre um abrigo, dêem o amor que eles precisam, guardem o chão onde eles pisam, cocem suas costas com alegria, dêem um abraço ao raiar do dia,
velem por eles quando dormirem, consolem dores que eles sentirem,
façam por eles o que eu faria, digam a eles o que eu diria...

Meu São Chiquinho de minha paz, confio em ti e sei que és capaz de tomar conta de meus bichinhos até que Deus finde meus caminhos.

De consolar, se sentem saudade, de proteger de qualquer maldade,
de acaricia-los quando tristonhos, dançar com eles em nossos sonhos,
estar com eles e compreende-los, atender sempre a qualquer apelo,
brincar de bola, brincar de roda, neutralizar tudo que incomoda,
enfim, fazer tudo o que eu faria caso eu pudesse ter a alegria de estar pra sempre com meus amigos.

Meu São Chiquinho, escuta o que digo: és a esperança, com teus guardiões, de paz e luz para meus cães.
Guarda cada um em tua compaixão como ainda os guardo em meu coração.
Pede a Jesus que me permita cuidar dos que neste mundo ficam,
enquanto cuidas dos que partiram até que eu chegue aonde eles seguiram.


Eu te agradeço, meu São Chiquinho, simples e meigo com seus anjinhos.
Que meus cães mortos, lindos e doces, te alegrem sempre como se fosses eu própria: aquela que eles amavam, e brinquem sempre como brincavam assim na terra como no céu.

Tereza
Oração postada na comunidade Capelinha de São Francisco
mãezinha das estrelinhas Gaia, Shiva e Ágata


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Estrelinha Gaia



15/10/1998
. †05/08/2009
. . GAIA

. . São 5 meses e 20 dias de ausência.
" ... de repente, da calma fez-se o vento que dos olhos desfez a última chama
 ...fez-se do amigo próximo o distante, fez-se da vida uma aventura errantede repente, não mais que de repente..."
(Vinicius de Moraes, Soneto da Separação)

. Algo ainda pesa em meu coração cada vez que olho esta chácara onde Gaia morou tanto tempo. É seu vazio, mais pesado, muito mais, que sua presença física de mais de 40 kg.
E ao suportar esta presença-da-ausência percebo como é esmagadora.
. A vasilhinha à porta, ainda com um pouco de água não bebida; a bolinha,
agora parada, sem vida.
E um vazio imenso em todos os cantos deste quintal e desta casa.
. Saudade que não passa.
 Saudade, o amor que fica.
Até que eu possa te encontrar de novo,
até breve,
minha Gaia.
. . Tereza
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Estrelinha Shiva


30/09/1996
†13/12/2006
.
SHIVA
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São 3 anos e l 1/2 mês de ausência

"Meu doce amigo em cujo olhar sereno eu descobri uma alma sem veneno,
seja-te leve a terra que te cobre."
(Freitas Guimarães pranteando seu setter na poesia "Ao Meu Cão")

Meu cão telepata,
que cantava e dançava cada vez que eu chegava,
e ficava tristonho cada vez que eu chorava...
Que chorou comigo por 1 ano e 2 meses a perda de nossa companheira Ágata,
e foi morrendo aos poucos de tristeza.
Ainda sobrara coração meu para morrer de novo, junto contigo.
Você não está só, não tenha medo, ainda sou de você.
.
Tereza
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Estrelinha Ágata


05/04/1999
†28/10/2005
.
ÁGATA
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São 4 anos e 3 meses de ausência.

"Mudei um pouco meu modo de viver, agora não posso mais correr com você pela praia ao final das tardes,
a não ser numa espécie de sonho, mas você, se sonhar um pouco, lá poderá me ver."
(Robinson Jeffers, nas palavras q seu bulldog Haig enviou a ele através de sua poesia "O Túmulo do Nosso Cão")

Sua vidinha tão curta foi minha alegria, sua ausência uma dor que me faz chorar por todos estes anos e nunca vai sarar.
Companheira querida, que me acordava feliz todos os dias ao raiar do sol me chamando para passear, e que me deixou depois de sofrer tanto com uma doença incurável, mas manteve a alegria de viver e a coragem até o fim.
Quando enviei vc para o céu dos cães, onde não há mais dor nem medo, meu coração morreu contigo.
Descança em paz enquanto me espera,
eu vejo vc todo dia numa espécie de sonho.
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Tereza

sábado, 23 de janeiro de 2010

Como ajudar as crianças a suportar a morte de seu animal de estimação

Como ajudar as crianças a suportar a morte de seu animal de estimação
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O papel do médico veterinário tem se expandido em reconhecimento ao forte laço emocional entre as pessoas e seus animais de estimação. É importante que o médico veterinário seja mais que um bom clínico, um bom cirurgião. Ele precisa ter sensibilidade suficiente para conduzir o tratamento com grande respeito tanto pelo animal quanto por seus proprietários ( esta conduta é que se diferencia o verdadeiro médico veterinário do mero técnico veterinário ).
Cabe ainda ao médico veterinário , a função de orientar seus clientes na resolução de problemas , principalmente quando o assunto é a morte do animal de estimação. A resposta de uma criança frente a morte de seu animal de estimação depende basicamente de 4 fatores
:
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1-O significado do animal para a criança
Os animais de estimação significam muitas coisas para as crianças e todas elas são extremamente importantes. Citando apenas alguns exemplos simples, temos : No caso de bebês, os animais de estimação proporcionam companhia e segurança em situações novas, como o começar a engatinhar. Para as crianças pequenas, servem como ponte de relações com outras crianças, pois os mascotes costumam atrair a atenção de outras crianças, rompendo o gelo das comunicações. A medida em que as crianças crescem, percebem que nem sempre contam com a aprovação dos pais. O mascote, pelo contrário, se mantém firmemente como um amigo que jamais julga. Quando se tornam adolescentes, e começam os conflitos familiares, origina-se o desejo mútuo de separar-se e ao mesmo tempo unir-se. O mascote facilita o passo dos adolescentes proporcionando segurança e consistência, oferecendo a eles a possibilidade de abraçar alguém sem ser considerado infantil. Quando os laços entre as crianças e seus mascotes são rompidos, elas experimentam uma profunda dor emocional. Este é um momento crucial no desenvolvimento da criança e de todo ser humano : aprender a viver com a perda de uma relação significante. É importante ter conhecimento sobre os diversos níveis em que a morte é compreendida pela criança. Existem etapas definidas de consciência da morte que geralmente corresponde a idade cronológica.
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2- Idade da criança
( níveis de desenvolvimento da consciência da morte pela criança )
Do nascimento aos 5 anos de idade, a maior parte das crianças tem dificuldade para compreender a morte. A morte não é considerada um estado permanente e sim temporário. Se suas necessidades primárias forem adequadamente supridas, a morte do mascote provocará pouca alteração em suas vidas. Cabe aqui lembrar que a expressão "pôr para dormir ", frequentemente usada como referência a eutanásia, pode produzir compreensão errada e medo nas crianças, que igualam a morte ao sono. O veterinário deve orientar os pais a usar expressões como "ajudar a morrer" , "facilitar sua morte" , que produzem alívio e são mais claras para as crianças. As crianças entre 5 e 9 anos já compreendem que a morte é final e irreversível. Aqui a criança toma consciência de que a mortalidade existe para todos os seres vivos, incluindo seus entes queridos e elas próprias.
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3- Morte previsível ou inesperada
Se a morte do animal de estimação é previsível , devido a idade avançada ou a uma doença incurável, ela deve ser abertamente discutida em família. As crianças muito novas, por não compreenderem o que a morte realmente significa, se sentirão alarmadas se a morte eminente de seu mascote for rodeada por cochichos sigilosos. Se a morte é o resultado de uma enfermidade crônica, a criança deve ser advertida e preparada para a separação. No caso de crianças muito pequenas, é mais importante proporcionar-lhes apoio emocional do que qualquer explicação detalhada. É importante diferenciar o tipo de doença de que o mascote padece, das doenças normais que eventualmente acometem as crianças e seus parentes. Se esta diferença não ficar clara, as crianças muito pequenas podem se assustar com seus próprios mal-estares e de seus entes queridos. Elas precisam estar seguras de que mesmo perdendo seus mascotes, seus pais continuarão a seu lado. Se a morte precisar ser por eutanásia, as crianças suficientemente maduras devem participar da tomada de decisão. Isto é particularmente importante no caso dos adolescentes, que costumam sentir que suas vidas estão fora de controle. Se o adolescente estiver o suficiente maduro e desejar acompanhar a eutanásia, deve ser permitido, desde que sua presença não interfira no procedimento médico. Isto permite um adeus final, previne fantasias acerca da situação e mostra ao adolescente, que a morte pode ser tranquila e reconfortante. Se uma criança pequena presencia a morte de seu mascote em um acidente, por exemplo, as imagens desagradáveis ou mórbidas devem ser evitadas, mas por outro lado, a criança deve ser estimulada a falar sobre o assunto. As explicações sobre o porquê e como ocorreu o acidente devem ser dadas em uma linguagem clara e simples.
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4- Explicações
Como a morte é explicada à criança Algumas vezes, com a intenção de polpar a criança, os pais acabam criando traumas psicológicos inadivertidos. Se é dito a uma criança que seu animal de estimação fugiu, em lugar de dizer que morreu, ela se sentirá insegura e abandonada. Dizer que o animal foi morar com outra família, pode ter as mesmas consequências. As explicações religiosas, tais como, o mascote foi para o céu, porque Deus leva as criaturas boas para o paraíso, podem provocar a revolta contra Deus e mal comportamento, porque a criança não quer ser tirada do seio familiar por ser boazinha. Os pais muitas vezes para evitar a dor de seus filhos, pedem ao veterinário que minta sobre o estado real do animal. O veterinário deve manter-se firme e aconselhar os pais a dizerem a verdade. É necessário que os pais compreendam que ensinar a suportar a dor da perda é uma importante lição de vida para a criança. Além do que, quando surgir a verdade, a criança sofrerá com a perda do mascote e a perda de confiança em seus pais. As crianças devem ser estimuladas a compartilhar todos os seus sentimentos. Nunca deve ser dito às crianças que "elas são muito grandes para chorar " e, seus sentimentos não devem ser deixados de lado. Os pais devem estar preparados para responder as mesmas perguntas diversas vezes, pois isto mostra que a criança está tentando entender a perda. Os adultos devem compartilhar seus sentimentos com as crianças. O ocultamento de seu sofrimento não protege as crianças, pelo contrário, confunde e assusta , pois elas percebem que o adulto está imerso em fortes emoções ao mesmo tempo que as nega. O adulto deve mostrar às crianças que não há nada de errado em expressar e suportar sentimentos dolorosos até que eles se extinguam. Ajudando a criança a superar a dor da perda A maioria dos pais tende a substituir rapidamente o animal de estimação por outro, com a intenção de suavizar a dor normal da criança. Uma substituição demasiadamente rápida, pode inibir um sentimento sadio e fazer com que a criança recuse o novo mascote, para evitar o que para ela seria uma traição ao anterior. Também pode criar a falsa idéia de que tudo pode ser facilmente substituido , incluindo ela mesma.
Não há regras para saber o momento ideal para dar um novo animal de estimação para a criança, porém o veterinário deve aconselhar os pais a observar o seguinte: A criança consegue falar sobre o mascote perdido sem experimentar grande dor?
A criança pode falar em ter um novo mascote sem se sentir desleal com o anterior ?
A criança quer ter a mesma espécie de mascote ?
Quer que seja da mesma raça do anterior ?
Gostaria de dar outro nome ?
O veterinário pode sugerir uma variedade de atividades familiares que poderão ajudar a amenizar a dor da criança e até prepará-la para receber um novo animal de estimação. As famílias podem ver juntas fotografias do mascote perdido. Devem conversar sobre o que gostavam e não gostavam no animal. As crianças com menor comunicação verbal podem escrever estórias e fazer desenhos. Os pais podem criar um local em memória ao mascote, incorporando sugestões das crianças. Quando recebem afeto e apoio emocional adequado, as crianças são capazes de suportar a morte de um animal de estimação com pouco ou nenhum trauma. Se, no entanto, os sentimentos das crianças forem negligenciados pela família, elas poderão sofrer reações extremas ante a perda do mascote, que poderão se manifestar da seguinte forma :
Não querer ficar longe dos pais Aumento do nervosismo e perda da autoconfiança Pesadelos constantes Acidentes em crianças com bons hábitos de higiene Em adolescentes aparecem mal estares frequentes, como dores de cabeça e estômago Problemas de comportamento e baixo rendimento escolar Incapacidade de concentração e aprendizado Nestes casos é muitas vezes necessária a orientação de um psicólogo. Portanto, aos pais cabe o papel de servirem como modelo para seus filhos, por isto, todas as suas atitudes e decisões são muito importantes e afetam diretamente as crianças. Vale lembrar que a forma como um adulto trata um animal, fala com um animal, como manuseia um animal, é tida como modelo para as crianças. Por este motivo, a decisão de possuir ou não um animal de estimação em casa é uma decisão tão importante, que jamais deve ser tomada por um impulso. É um assunto que deve ser discutido em família, avaliando-se todos os prós e contras. É preciso ter em mente, que quando levamos um animal de estimação para casa, estamos nos tornando responsáveis por sua vida e que um animal de estimação é um ser vivo que não pode ser simplesmente descartado quando não nos serve mais. A ligação emocional entre uma criança e seu mascote é muito maior do que nos parece, e isto transforma a responsabilidade de um adulto pela aquisição de um animal muito mais séria do que ele é capaz de imaginar.
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Dra. Marília Russi de Carvalho Médica Veterinária CRMV-SP 3652
Este artigo foi baseado no trabalho
da Dra. Carole E. Fudin,
PhD Pet / People Problems Nova York /USA

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Gato Feio


O Gato Feio
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Todos no prédio de apartamentos onde eu morava sabiam quem era o Feio. Feio era o gato vira-lata do bairro.
Feio adorava três coisas neste mundo: brigas, comer lixo e digamos, amor. A combinação destas três coisas, adicionada a uma vida nas ruas, tinham causado danos em Feio.
Pra começar, ele só tinha um olho, e no lugar onde deveria estar o outro olho, havia um buraco fundo. Ele também havia perdido a orelha do mesmo lado, e seu pé esquerdo parecia ter sido quebrado gravemente no passado, e o osso curara num ângulo estranho, fazendo com que ele sempre parecesse estar virando a esquina. Feio havia perdido a cauda há muito tempo, e restava apenas um toco de cauda grosso, que ele sempre girava e torcia.
Todos que viam Feio tinham a mesma reação: "Mas que gato feio!"
As crianças eram alertadas para não tocarem nele. Os adultos atiravam pedras nele, jogavam-lhe água com a mangueira para espantá-lo, o enxotavam quando ele tentava entrar em suas casas, ou imprensavam suas patas na porta quando ele insistia em entrar.
Feio sempre tinha a mesma reação.
Se você jogasse água nele com a mangueira, ele não saía do lugar, ficava ali sendo ensopado até que você desistisse. Se você atirasse coisas nele, ele enroscava seu corpinho magricela aos seus pés, pedindo perdão.
Sempre que via crianças, ele surgia correndo, miando desesperadamente e esfregando a cabeça em todas as mãos, implorando por amor. Quando eu o apanhava no colo, ele imediatamente começava a sugar minha blusa, orelhas, ou o que encontrasse pela frente.
Um dia, Feio quis dividir seu amor com os huskies do vizinho. Eles não eram amistosos e Feio foi ferido gravemente. Do meu apartamento, eu ouvi seus gritos e corri para tentar ajudá-lo.
Na hora em que cheguei onde ele estava caído, parecia que a triste vida de Feio estava se esvaindo...
Feio estava caído em uma poça, suas pernas traseiras e suas costas estavam totalmente disformes, um corte fundo na listra branca de pêlo atravessava seu peito. Quando eu o apanhei e tentei levá-lo para casa, ele fungava e engasgava, podia senti-lo lutando para respirar.
"Acho que o estou machucando muito", eu pensei. Então, eu senti a sensação familiar de Feio chupando minha orelha - em meio a tamanha dor, sofrendo e obviamente morrendo, Feio estava tentando sugar minha orelha.
Eu o puxei para perto de mim e ele esfregou a cabeça na palma da minha mão, olhou-me com seu único olho dourado e começou a ronronar.
Mesmo sentindo tanta dor, aquele gatinho feio, cheio de cicatrizes de suas batalhas, estava pedindo um pouco de carinho, talvez alguma comiseração. Naquele instante, achava que Feio era o gato mais lindo e adorável que eu já tinha visto. Em nenhum momento, ele tentou me arranhar ou morder, nem mesmo tentou fugir de mim, ou rebelou-se de alguma maneira. Feio apenas olhava para mim, confiando completamente que eu aliviaria sua dor.
Feio morreu em meus braços antes que eu entrasse em meu apartamento.
Eu me sentei e fiquei abraçada com ele por muito tempo, pensando sobre como este gato vira-lata deformado e coberto de cicatrizes havia mudado minha opinião sobre o que significava a genuína pureza de espírito e sobre como amar incondicionalmente. Feio me ensinara mais sobre doação e compaixão do que qualquer ser humano.
E eu sempre lhe serei grata por isto.
Chegara a hora de eu seguir em frente e aprender a amar verdadeira e incondicionalmente. Chegara a hora de dar meu amor para aqueles que me eram caros, mesmo que meus olhos nunca tivessem visto nenhum deles...
As pessoas acham mais fácil e mais prazeroso amar o belo, o perfeito, sem notarem que os feios, os tortos, os mancos, enfim os deformados sejam de corpos, mentes ou almas, também podem e merecem serem amados...
Se vocês pudessem avaliar ou sentir como é quente e gostoso o abraço de alguém feio e antipático, de alguém deformado e que foge as regras e padrões de beleza...
se vocês se permitissem essa sensação, talvez entenderiam e veriam os tantos "gatos feios" que a vida lhes coloca diante dos seus olhos todos os dias e vocês se negam a enxergá-los...
Muitas pessoas querem ser influentes, querem acumular dinheiro, querem ser bem sucedidas, queridas, simpáticas ou belas... Quanto à mim, eu sempre tentarei ser como o Feio...
Passarei minha vida pedindo amor, mendigando um pouco do seu tempo, esperando pelo seu carinho, contando com sua compreensão, e pacientemente aguardando o dia de ser devorada pelos "Huskies"...
Se tiver sorte terei alguém que me pegue no colo e me faça um carinho antes do meu último suspiro...
Neste mundo cheio de intolerâncias devemos espalhar mais respeito aos demais seres viventes, sejam eles da mesma raça, mesma religião, mesma etnia que nós , ou não, sejam feios ou bonitos aos nossos olhos tão desacostumados a ver, ou nossos ouvidos, que ainda não aprenderam a ouvir a real mensagem de Deus.
Autoria Desconhecida

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Estrelinha Cherry



†00/00/00
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CHERRY
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Minha linda Cherry
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ESTA LINDA CACHORRINHA APARECEU NO MEU CONDOMINIO A 9 ANOS
EU ADOTEI ERA MUITO AMADA CUIDAVA DA CASA, DE TUDO, CARINHOSA
GUERREIRA POIS SE SALVOU DE UMA CINOMOSE.
SINTO MUITA SAUDADES DELA ,
NUNCA VOU ESQUECER DELA ,
POIS ELA MORA NO MEU CORAÇÃO.
Saudades Amada
Elina